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Museu Munch reabre sem "O Grito"
AFP

Fechado desde o roubo, em agosto de 2004, das obras O Grito e Madonna, ainda não recuperadas, museu de Oslo será reaberto


/AP
As duas obras-primas foram roubadas em
22 de agosto de 2004, em plena luz do dia

Oslo - O museu Munch de Oslo reabrirá suas portas para o público neste sábado depois de ter permanecido fechado por quase um ano devido ao roubo, em agosto de 2004, de duas de suas principais obras-primas, O Grito e Madonna, que ainda não foram recuperadas. Hoje, na abertura para convidados e para a imprensa, um forte esquema de segurança foi colocado em funcionamento.

Com a ausência dos dois famosos óleos, a direção do centro pegou em seu acervo um pastel de O Grito e uma litografia de Madonna, duas peças menos acabadas, mas que servirão de paliativos até que as obras roubadas reapareçam.

Edvard Munch (1863-1944) realizou quatro versões, mais ou menos acabadas, de cada uma das duas obras.

"O museu Munch sem esses dois quadro não é verdadeiramente o museu Munch, mas os visitantes terão, de qualquer maneira, a possibilidade de ver sua representação", declarou Jorunn Christoffersen, a porta-voz do centro.

O museu perdeu suas duas jóias em 22 de agosto de 2004. Naquele dia, dois indivíduos encapuzados e armados invadiram o centro em pleno dia, pegaram os quadros e fugiram em um veículo roubado e conduzido por um terceiro homem.

A facilidade aparente com que a operação foi executada provocou um clamor de indignação: as obras-primas, cujo valor total pode alcançar os US$ 100 milhões, estavam expostas em uma sala próxima às principais saídas e muito pouco protegidas.

Duramente criticada, a direção do museu decidiu então fechar suas portas durante vários meses para instalar novos sistemas de segurança.

A polícia, que fixou como objetivo encontrar as duas obras antes da abertura do museu, admitiu nesta quinta-feira que ainda seria preciso esperar mais um pouco. Mas vamos encontrá-las", afirmou Iver Stensrud, responsável pela investigação.

Durante as últimas semanas, cinco suspeitos foram colocados sob prisão provisória. Dois dos três autores do roubo estariam atualmente nas mãos da polícia. O terceiro é suspeito de ter sido o cérebro da operação. Todos os detidos negam estar envolvidos.

O município de Oslo prometeu uma recompensa que pode chegar até os 2 milhões de coroas norueguesas (US$ 300 mil dólares) para quem ajudar a localizar as obras.

Consideradas muito conhecidas para serem vendidas no mercado artístico, os especialistas acham que os ladrões as roubaram para pedir um resgate. No entanto, as autoridades afirmam que não receberam qualquer pedido neste sentido.

A imprensa local aventa que os quadros podem ter sido danificados durante o roubo ou até mesmo destruídos na tentativa de apagar

Jornal Estadão
24/06/2005