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Angela Gutierrez leva coleção Sant´Anas
à França
EFE
Fascinada pela iconografia da mãe da
Virgem Maria, a colecionadora reuniu acervo de
260 imagens, que exibe em Nice

/Divulgação
Uma das imagens expostas em Nice
São Paulo - Fascinada pela iconografia
da Sant´Ana, a mãe da Virgem Maria,
avó de Jesus, a empresária e colecionadora
de arte Angela Gutierrez conseguiu reunir uma
importante e bela coleção com cerca
de 260 imagens da santa. As obras datam de períodos
distintos, entre os séculos 17 e 19. Colocadas
lado a lado, mostram a diversidade de estilos
e características que pode carregar uma
mesma imagem.
Grande parte desse acervo poderá ser visto
agora na França, na exposição
Sant´Ana - Coleção Angela
Gutierrez, que será inaugurada hoje no
Musée du Palais Lascaris, em Nice. Como
um dos destaques da programação
do Ano Brasil na França, a mostra, com
curadoria de Angelo Oswaldo de Araújo Santos,
reúne mais de 200 obras - é a mesma
exposição que foi exibida em 2003
na Pinacoteca do Estado, em São Paulo.
Ficará em cartaz até 31 de outubro.
Angela Gutierrez tem o projeto de colocar seu
acervo a público, fazendo um museu de Sant´Anas
na cidade de Tiradentes. Ainda é uma idéia,
mas a colecionadora diz que vai se dedicar em
2006 ao projeto. "O meu ofício é
fazer museus", diz Angela.
Em 1998 ela criou o Instituto Cultural Flávio
Gutierrez - nome de seu pai, seu grande incentivador.
"Há mais de 40 anos, ele começou
sua coleção (faz 20 anos que ele
morreu). E eu continuei. É uma garimpagem,
uma história de amor com a antiga arte
brasileira", conta Angela.
Por meio do instituto, criou, em 1998, o Museu
de Oratórios, em Ouro Preto, com 162 peças
e 300 imagens, dos séculos 17 ao 20. Suas
obras foram doadas ao Iphan (Instituto do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional).
Um segundo museu, o de Artes e Ofícios,
vem sendo trabalhado há dois anos e meio
e, se der tudo certo, será inaugurado em
setembro ou no fim deste ano em Belo Horizonte.
Ficará abrigado na antiga estação
ferroviária, toda restaurada, no centro
da capital mineira. Seu acervo (conjunto entre
o de Angela e de seu pai) comportará 2
mil peças para contar a história
do trabalhador brasileiro.
Jornal Estadão
24/06/2005
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