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Leilão da coleção Safra poderá render US$ 25 milhões
AFP

Parte da coleção de arte do banqueiro Edmond Safra, falecido em Mônaco em 1999, será leiloada em novembro pela Sotheby´s


Nova York - Parte da coleção de arte do banqueiro Edmond Safra, falecido em Mônaco em 1999, será leiloada pela Sotheby´s em Nova York nos dias 3 e 4 de novembro, informou a casa nova-iorquina nesta segunda-feira.

Safra e sua esposa, a gaúcha Lily, reuniram uma das mais importantes coleções particulares do mundo, incluindo móveis e objetos de arte ingleses, franceses, anglo-indianos e russos.

O leilão terá 800 peças procedentes das residências do casal em Londres, Genebra, Paris e Nova York. A Sotheby´s espera arrecadar 25 milhões de dólares.

"Desde a morte de Edmond, dedico a maior parte do meu tempo à filantropia", explicou Lily Safra. "Minha vida e meus interesses mudaram. Não tenho mais tempo e nem as residências para aproveitar nossa coleção como antes (...) É hora de dar a outros o prazer de possuir estes tesouros".

Entre as peças oferecidas, há uma escrivaninha de ébano Luis XVI de Joseph Baumhauer (dos anos 1770, avaliada em US$ 6 milhões), uma arca Luis XIV em cobre e ébano de Charles-André Boulle (US$ 700 mil a US$ 1 milhão), tapetes de Aubusson e um relógio Fabergé.

Nascido em 1932 na pequena comunidade judaica do Líbano, Edmond Safra criou sua primeira sociedade financeira nos anos 50, antes de construir um império internacional.

Safra morreu quando seu enfermeiro, o americano Ted Maher, incendiou o apartamento do magnata em Mônaco para simular um resgate. O banqueiro se trancou em um cômodo blindado da residência e faleceu intoxicado. Maher foi condenado a 10 anos de prisão em 2002.

Jornal Estadão
11/07/2005