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Instalação de Rachel Whiteread, na Tate Modern
EFE

A premiada escultora britânica inaugura instalação gigante Embankment, uma estrutura labiríntica de 14 mil blocos de até 12 metros de altura



AP/
Rachel disse ter se inspirado Rachel diz ter se inspirado em uma caixa de papelão encontrada na casa de sua mãe após sua morte, em uma viagem ao Ártico e em filme de Indiana Jones

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Londres - A premiada escultora britânica Rachel Whiteread, de 42 anos, apresentou hoje sua última obra, uma instalação monumental denominada Embankment que parece formada por caixas translúcidas semelhantes a blocos de gelo, na galeria Tate Modern, de Londres. A obra ocupa um lugar chamado Turbine Hall, e que o local de exibições mais importante do país para obras de arte contemporâneas em grande escala.

A instalação faz parte de uma série encarregada a famosos artistas como Louise Bourgeois, Bruce Nauman, Olafur Eliasson e Juan Muñoz pelo grupo Unilever para ocupar esse enorme espaço da antiga central térmica que, após ser adaptado pelos arquitetos suíços Herzog e de Meuron, abriga atualmente a galeria.

Trata-se de uma estrutura labiríntica formada com 14 mil blocos de até 12 metros de altura amontoados em diferentes grupos e que parecem representar uma cidade. Os visitantes podem caminhar entre Eles.

A artista que despontou nas artes britânicas nos anos 80, ganhou o prêmio Turner, considerado o mais importantes da arte britânica, em 1993, por sua escultura House - uma réplica em tamanho natural de uma casa em ruínas na região leste de Londres. Para criar Embankment Rachel diz ter se inspirado em uma caixa de papelão que encontrou na casa de sua mãe na época da morte dela e em uma viagem que fez recentemente ao Ártico para fazer sua nova obra, e na cena final do filme do diretor Steven Spielberg sobre Indiana Jones, Caçadores da Arca Perdida.

Embankment ficará exposta na Tate Modern a partir de hoje e até o dia 2 de abril de 2006.

Jornal Estadão
26/10/2005