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A volta do Petit Palais, célebre museu
de Paris
EFE

AP/
Funcionário lava a entrada do Petir Palais
para a inauguração da reforma que
vem sendo feita desde 2001, no prédio que
foi construído em 1900, para a Exposição
Universal. O museu será aberto ao público
neste sábado. Abaixo, vista da galeria
reformada e ao lado, a escultura em mármore
Mes Premières Funerailles, de Louis Ernest
Barrias, representando Adão e Eva
Paris - O Petit Palais, construído por
Charles Girault para a exposição
Universal de 1900 e Museu de Belas Artes da cidade,
voltou a abrir suas portas hoje, após quatro
anos de reformas, para convidados, e amanhã
para o público. Trata-se de um dos mais
célebres monumentos parisienses.
O prefeito de Paris, Bertrand Delanoe, inaugurou
a nova etapa de sua história, afirmando
que esta "jóia arquitetônica
do século 19" não é
apenas "patrimônio por sua beleza",
mas também "um lugar para o descobrimento
da arte e o lazer".
Servir a esta dupla proposta cultural e lúdica
é de fato o grande desafio do Petit Palais
do século 21. Sua coleção
eclética permanente estará aberta
ao público gratuitamente a partir deste
sábado, assim que a fase inaugural estiver
concluída. rata-se de fazer a cultura acessível
a todos", disse Delanoe.
Assim como o vizinho Grand Palais, com sua fachada
em plena fase de restauração, uma
das alas do novo Petit Palais está voltado
para a avenida dos Champs Élisées
e a outra para o rio Senna.
A restauração do edifício
e dos vitrais e galerias luminosas criadas em
1900, assim como sua adaptação às
exigências museográficas mais avançadas
se deve aos arquitetos Philippe Chaix e Jean-Paul
Morel.
O maior museu municipal de Paris dispõe
agora de 22 mil metros quadrados no total, dos
quais 7 mil foram recriados. Além de suas
grandes exposições temporárias,
que serão montadas em 2006 a partir de
dois grandes acontecimentos, centrados no Peru
pre-hispânico e Rembrand van Rijin, o Petit
Palais possui uma coleção de obras
muito variadas desde 1914.
Todas reunidas por salas temáticas, como
a pintura francesa do início do século
19, a pintura holandesa do 17, o Art Nouveau,
os bronzes romanos e o mobiliário e objetos
de Luis XV.
Um auditório com 188 lugares, um novo
gabinete de artes gráficas e um programa
de talheres pedagógicos completam o projeto.
Em apoio à estratégia montada para
o Petit Palais, sua cafeteria, com vista para
o belo jardim interior do museu promete ser a
partir do próximo mês de janeiro
um lugar ideal de encontros, na livraria e na
loja de souvenirs.
Jornal Estadão
12/12/2005
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