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Arte, religião e finitude:
Exposição Objetos Litúrgicos, de Marcelo Frazão, no Espaço Furnas

A religião vista de modo pessoal e sob um prisma bem contemporâneo, esta é a proposta do artista plástico Marcelo Frazão em sua nova exposição, que abre no dia 9 de novembro, no Espaço Furnas Cultural, em Botafogo.
A exposição Objetos Litúrgicos reúne 18 trabalhos, sendo 12 pinturas em técnica mista e 6 objetos, onde o autor utiliza elementos inusitados, como chapinhas de cerveja e chaves, para compor as obras.
Discorrendo sobre seu novo trabalho, Marcelo Frazão afirma que a finitude é uma das maiores motivações para se produzir toda sorte de objetos, litúrgicos ou não, sendo que a relação com alguns deles nos aproximam da nossa condição animal, enquanto outros nos fazem tangenciar o criador.
Inserido nesta dualidade existe o erotismo, lembra o artista. Ele relembra que na mitologia grega Venus foi procurar um oráculo para saber por que Eros não crescia e a resposta foi : “Para que o Amor cresça, ele precisa de um irmão” – Tanatos, a morte. Portanto, são muitas as afinidades entre o erotismo – força criadora que perpetua as espécies – e a finitude, também comum a todas.
O artista afirma que o sentimento religioso é revelado como uma verdade filosófica e como toda verdade passível de ser analisada e confrontada a outras.
No texto da exposição, a diretora da Escola de Belas Artes(EBA/UFRJ), Angela Ancora da Luz, define a obra do artista: “Marcelo opera pela reificação, ou seja, ele instaura a característica da “coisa”, uma vez que seus objetos pertencem a uma realidade objetiva, e eles estão diante de nós, repletos de significados, no místico ritual da arte. O artista trabalha com diferentes materiais, da folha de ouro à chapinha da cerveja. O sagrado e o profano, a alma e o corpo, uma totalidade revelada por um viés particular, íntimo e exterior ao mesmo tempo”.

Tendo desenvolvido uma vasta carreira, Marcelo Frazão realizou individuais, como: Réquiem (na Sala Carlos Oswald – Museu Nacional de Belas Artes); 20 faces de uma natureza morta (pinturas – Galeria Oscar Seráphico); Projeto Mauá (abertura dos ateliers do Morro da Conceição); Impalatáveis (pinturas - MNBA); Natureza morta? (seis individuais simultâneas – SESC Copacabana); Monotipias Gráficas (Centro Cultural Candido Mendes); Anima Animalis (gravuras - SESC-Tijuca); Gravuras Recentes (Centro Cultural Paschoal Carlos Magno – Niterói), dentre outros espaços.
Entre as mostras coletivas, participou da Trienal 13a Xylon (Itinerante: Suíça, França, Alemanha, Itália, Suécia, Polônia, Argentina e Canada – presente na Mostra Rio Gravura) Coletiva BICHOS (Gravuras – MNBA);Centro Cultural UFMG(Belo Horizonte/MG); Geração Digital (MNBA); e ainda Software - Hardwork - Centro Cultural Candido Mendes, apenas para citar algumas.

Em outra área de atuação, Frazão é Coordenador Adjunto da Universidade Estácio de Sá / Ipanema, RJ, ministra aulas de Gravura na Escola de Belas Artes(UFRJ)e na pós-graduação em Ensino da Arte na Universidade Bennett, entre outras atividades.
Suas obras estão em acervos como os do Museu Nacional de Belas Artes; da Fundação Biblioteca Nacional; do Museu da Chácara do Céu; além de coleções particulares no país e no exterior.

Exposição: Objetos Litúrgicos, de Marcelo Frazão
Local: Espaço Furnas Cultural - rua Real Grandeza, 219 (Botafogo) tel: 2528-3657 e 2528-3977
Abertura: 9 de novembro, 19h
Período: 11 de novembro até 11 de dezembro
Visitação: De terça a sexta das 14 às 18 horas; sábados, domingos e feriados das 14 às 19 h.
Entrada franca.

• Divulgação: Nelson Jr 9315-5295 e 2255-2395

• Marcelo Frazão: 2283-2613 e 9135-6131