EFE
Guanabara, que faz referência a uma das
célebres imagens do Rio de Janeiro, vai
decorar restaurante da galeria londrina

Divulgação/
A exuberância das cores e das formas geométricas
da pintura de Beatriz Milhazes, na Tate Modern,
em Londres
Londres - Guanabara foi o título escolhido
pela artista brasileira Beatriz Milhazes para
uma obra especialmente encomendada para decorar
até o dia 1 de julho um dos restaurantes
da Tate Gallery londrina.
Guanabara faz referência à baía
homônima, uma das vistas mais famosas
do Rio de Janeiro, mas apesar de não
se tratar de uma paisagem clássica, seus
círculos, arabescos e figuras geométricas
de cores vivas lembram o imaginário popular
do Brasil.
As obras de Beatriz Milhazes sempre são
de uma grande exuberância cromática
e complexidade compositiva. No trabalho realizado
expressamente para a Tate, a artista apresenta
uma fusão de imagens inspiradas no artesanato,
no imaginário carnavalesco, na geometria,
nos ritmos musicais, na dança e na abstração
moderna.
Nascida em 1960 no Rio de Janeiro, Beatriz,
que representou o Brasil na Bienal de Veneza
de 2003, é a terceira artista convidada
a criar uma obra para o restaurante da Tate
(depois de Fiona Rae em 2002 e de Hamish Fulton
em 2000), pelo casal Dasha e William Shenkman,
em memória de sua mãe, Belle Shenkman
(1928-1995), que foi uma apaixonada patrocinadora
e divulgadora das artes plásticas.