MNBA reinagura a nova reserva técnica
dia 5 de junho, 2a feira, 11h, com a presença
do ministro da cultura, gilberto gil.
Após passar por uma reforma completa e
ampliar seus espaços, o MNBA reabre a sua
reserva técnica no próximo dia 5
de junho, 2ª feira, às 11 horas, com
as presenças do Ministro da Cultura, Gilberto
Gil; do presidente do Iphan, Luis Fernando de
Almeida; do diretor do Departamento de Museus
do Iphan, José do Nascimento Júnior
e da presidente da Vitae, Regina Weinberg.
Totalmente reequipado para crescer, o MNBA
se prepara para festejar os 100 anos de fundação
do prédio, que serão comemorados
em 2008.
A readequação dos espaços
da reserva técnica mais a climatização
e a aquisição de outros equipamentos
consumiram cerca de R$ 2.000.000,00(dois milhões
de reais), que foram patrocinados pelo Ministério
da Cultura e Vitae, num projeto desenvolvido
ao longo de 2 anos.
Para alojar o fabuloso acervo de mais de 18
mil itens do MNBA agora existe mais espaço.
Depois das reformas, a reserva técnica
passa a contar com 1.736m2 de área, quase
o dobro da metragem anterior, o que a torna
uma das maiores do país.
Para a diretora Mônica Xexéo,
esta inauguração “simboliza
e define um marco para os museus brasileiros,
pois dotada de tecnologia de ponta e com todos
os recursos, a nova reserva técnica serve
de estímulo para futuros doadores de
obras de arte, incluindo tanto colecionadores
quanto artistas”.
No novo desenho, uma das maiores conquistas
foi a implantação da climatização
da reserva técnica, cujo sistema garante
“a pureza do ar(com o uso de filtros de
carvão) e também o controle da
umidade relativa que se mantida constante, garante
a estabilidade do acervo, na medida em que elimina
fungos e outros agentes prejudiciais”,
afirma Jacqueline Assis, chefe do laboratório
de restauro de papel e coordenadora do projeto.
Além da recuperação de
espaços, também foram adquiridos
modernos equipamentos para o acondicionamento
das obras.
Os técnicos do setor passam a contar
com melhores condições de trabalho,
bem como com um mobiliário totalmente
novo e adequado, composto entre outros por trainéis
para obras de grandes dimensões; estantes
deslizantes para o acervo de arte decorativa;
além de bases e armários para
as esculturas.
Histórico
O acervo do Museu Nacional de Belas Artes teve
origem no conjunto de obras de arte trazido
por D. João VI de Portugal, em 1808,
ampliado alguns anos mais tarde com a coleção
reunida por Joachin Lebreton, que chefiou a
chamada Missão Artística Francesa,
formando a mais importante pinacoteca do país.
Este núcleo original foi enriquecido
com importantes incorporações
ao longo do século XIX e início
do século XX. Com a construção
da nova sede da Escola Nacional de Belas Artes,
em 1908, projeto do arquiteto Moralles de los
Rios, este acervo passou a ocupar parte do novo
prédio, sendo o Museu criado formalmente
em 13 de janeiro de 1937. Atualmente, o Museu
oferece ao público mais de 6.733,84 m²
de áreas de exposição,
e atravessa um processo global de recuperação,
especialmente de suas reservas técnicas,
laboratórios, sistema elétrico,
fachadas e cúpulas.

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