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37.ª Anual da Faap e o estilo dos novos
artistas
Camila Molina
Mais uma edição da tradicional
mostra apresenta os trabalhos de 32 alunos selecionados,
não só do curso de artes plásticas

Divulgação/
Trabalho da aluna Rita Meirelles, que usa a foto
como meio de expressão nesta seqüência
São Paulo - Mais uma edição
da tradicional mostra apresenta os trabalhos de
32 alunos selecionados, não só do
curso de artes plásticas
Há apenas uma palavra que define a produção
artística contemporânea, diversidade,
e não há como fugir de usar essa
idéia para definir a 37ª edição
da mostra Anual da Faap, que apresenta os trabalhos
dos alunos da Fundação Armando Álvares
Penteado. Neste ano foram selecionadas obras de
32 alunos que não somente os do curso de
artes plásticas - as inscrições
são abertas a todos os matriculados na
instituição.
A exposição, tradicional, é
sempre um panorama do mais recente cenário
artístico já que a Faap é
um manancial de novos nomes no circuito - muitos
dos artistas participantes já estão
até mesmo despontando em outras mostras
e programas além do quadrilátero
da faculdade.
Esta edição recebeu cerca de 300
trabalhos. Tanta pluralidade foi julgada por uma
comissão formada por Cristiana Tejo, diretora
de artes visuais da Fundação Joaquim
Nabuco; Paula Perissinoto, criadora do File (Festival
Internacional de Linguagem Eletrônica);
Nilton Campos, diretor do Museu de Artes de Ribeirão
Preto; e pelo coordenador do curso de artes plásticas
da Faap, Marcos Moraes. Como em todos os anos
há um artista homenageado. Neste é
Marina Abs, que, segundo Moraes, foi pioneira
do vídeo experimental na década
de 1980.
Há de tudo na 37.ª Anual, "difícil
dizer o que predomina", diz Moraes. Mas um
dado concreto é que a presença de
fotografia e vídeo ainda são fortes.
Enquanto a foto aparece como meio de expressão
como na obra de Naiah Mendonça - a artista
está nua, deitada sobre o asfalto da cidade
numa imagem desfocada - há também
trabalho em que aparece o "olhar de fotógrafo",
de registro do externo, de Gregorio Graziosi -
imagens do Memorial da América Latina.
Mas há também a construção
formal como na obra feita com fragmentos de móveis
de Alexandre Assaly; o quase artesanal, como no
delicado trabalho de colagem, bordado, desenho
e pintura de Georgia Patrícia; o escultórico
que extrapola o espaço expositivo, de Pedro
Motta; e áudio, de Bruno Faria.
37.ª Anual de Arte. Faap/Salão Cultural.
Rua Alagoas, 903, 3662-7198. 10h/21h (sáb.,
dom. e fer., 13h/18h; fecha 2.ª). Grátis.
Até 12/2
Jornal Estadão
12/12/2005
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