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Venezuelano é destaque em leilão
da Sotheby´s
AP e Tonica Chagas
L´Enfant Malade, de Arturo
Michelena (1863-1898) passou décadas
no depósito do museu Ringling, e atingiu
valor recorde para uma tela venezuelana

AP/
Pintado em 1887, ganhou a medalha de ouro do
Salão de Paris naquele ano
Nova York - O quadro L´Enfant Malade,
do artista venezuelano Arturo Michelena (1863-1898)
foi arrematado por US$ 1,3 milhão e tornou-se
um ícone entre as obras de arte latino-americanos
depois do leilão da Sotheby´s.
A tela, que passou décadas guardada no
depósito do museu Ringling, mostra um
menino visivelmente doente, deitado em uma cama
ao lado de uma senhora e de um velho. O pintor,
Michelena, nasceu em Valencia, estado Carabobo,
em uma família de pintores. Morreu aos
35 anos.
Uma das primeiras proprietárias do quadro
foi a multimilionária Caroline Schermerhorn
Astor, uma dama da sociedade importante do século
19, em Nova York. Em 1926, seu filho Vincent
Astor vendeu-a para a Associação
Norte-americana de Arte, que o vendeu para o
colecionador Owen Burns. Após sua morte,
em 1937, a tela foi guardada no depósito
do museu Ringling. O quadro passou 60 anos sem
ser visto. Foi pintado em 1887 e ganhou a medalha
de ouro do Salão de Paris naquele ano.
Inicialmente avaliado entre US$ 150 e US$ 200
mil, o quadro foi vendido por um valor jamais
atingido por uma obra venezuelana, disse a casa
de leilões Sotheby´s.
No leilão, das cinco obras de artistas
brasileiros, foram vendidas três: Em um
Balcão na Bahia, de Di Cavalcanti (US$
108 mil), Vue du Brésil, de Guignard
(US$ 54 mil) e Dez Monotipos, de Mira Schendel
(US$ 18 mil). Os quadros de Portinari Moça
Penteando o Cabelo, com valor estimado entre
US$ 400 mil e US$ 500 mil, e Natureza Morta
com Limões, não receberam lances
suficientes para seren vendidos.
Jornal Estadão
18/11/2004
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