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CCBB, só agora ou no ano que vem
Camila Pohlmann

Pela primeira vez desde a sua inauguração,
o Centro Cultural Banco do Brasil vai fechar para
reformas. Por isso, uma última visita em 2001
- ano que o CCBB bateu recordes de público
por conta da megaexposição "Surrealismo"
- é só hoje ou amanhã. Depois,
só no ano que vem.
Para aproveitar o CCBB no último dia da
temporada, a dica é conferir uma das exposições
em cartaz. "Lucio Fontana - a ótica
do invisível", "Rubens Gerchman
- caixa de fumaça" e "Brigite
Nahon", apesar de voltarem em janeiro, são
imperdíveis. Além do restaurante
e do salão de chá, o público
pode também curtir uma sessão de
cinema em duas sessões, às 16h e
18h30m, com o filme "Amélia",
de Ana Carolina. Outra boa pedida é a mostra
de vídeo "Lúcio Fontana - a
ótica do invisível", em dois
horários: 16h30m e 18h30m. Durante todo
o dia, monitores do Programa Educativo oferecem
visitas orientadas e atividades nas exposições,
de uma em uma hora, a partir das 13h e até
às 18h.
Por onze dias, de sexta-feira, 21, até
primeiro de janeiro, o prédio histórico
vai interromper suas atividades para reabrir novinho
em folha.
- É uma reforma rápida. Vamos trabalhar
em velocidade máxima para dar conta de obras
que levariam, em condições normais,
até 40 dias - disse o diretor da casa, Walter
Vasconcellos, na ocasião do lançamento
da programação 2002, há duas
semanas.

Serão executados serviços de pintura
interna do foyer, higienização dos
teatros e auditórios e revisão das
instalações elétricas e hidraúlicas.
Ainda não é a mega-reforma que vai
ocupar o terceiro andar do prédio com mais
uma sala de exposição ou um novo
teatro. Essa, só sairá do papel
em agosto de 2002.
Mas, até lá, além do prédio
limpinho e bem-cuidado, o visitante ganha uma
programação de peso, em todas as
áreas. Nas artes plásticas, o destaque
é para as internacionais Paris 1900 (coletiva
com peças do Petit Palais, de Paris) e
Shrin Neshat (individual da artista plástica
iraniana) e para as nacionais Coleção
Sérgio Fadel, Jac Leirner, Gabriela Machado
e Beatriz Milhazes.
Na música, o destaque é para os espetáculos:
"Frevendo o Frevo", Gonzagão
90 anos e "O samba agradece". No teatro,
a principal atração é o musical
dirigido por Diogo Vilela, "Elis, estrela
do Brasil", que já tem estréia
marcada para o dia 17 de janeiro.
LUCIO FONTANA A ÓTICA DO INVISÍVEL
Centro Cultural Banco do Brasil: Rua Primeiro
de Março 66, Centro 3808-2020. Ter
a dom, das 12h30m às 19h.
BRIGITTE NAHON Centro Cultural Banco do Brasil:
Rua Primeiro de Março 66, Centro
3808-2020. Ter a dom, das 12h30m às 19h.
Até 3 de fevereiro.
RUBENS GERCHMAN, CAIXA DE FUMAÇA
Centro Cultural Banco do Brasil: Rua Primeiro
de Março 66, Centro 3808-2020. Ter
a dom, das 12h30m às 19h. Até 3
de fevereiro.
Fonte: OGlobo.Com
20/12/2001
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