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Mostra revela última tribo indígena
da Patagônia
Camila Molina
Tribo indígena extinta da
Patagônia é foco de exposição
que será inaugurada hoje, no Memorial da
América Latina
São Paulo - As duas últimas descendentes
da tribo indígena Selkman, que habitava
a província da Terra do Fogo, Patagônia,
Argentina, morreram na década de 70. Como
se pode perceber, a extinção dos
aborígines daquela região é
recente, diz a historiadora argentina Leontina
Etchelecu. Buscar a identidade dos Selkmam, mostrá-la
e até mesmo apresentar a influência
daquela cultura em artistas contemporâneos
são os focos da exposição
da qual Leontina é curadora. Patagônia
Arte: Mirada será inaugurada hoje, às
17 horas, no Memorial da América Latina,
com palestra de Sylvia Iparaguirre.
Leontina conta que o povo Selkmam habitava um
"território de frio polar". Viviam
de maneira tribal "até a chegada do
homem branco", ao redor de 1860 e, mais tarde,
no início do século 20, as missões
de sacerdotes chegaram a eles e a perda gradual
de sua cultura foi natural.
A mostra, que tem forte caráter antropológico,
já foi apresentada no ano passado no Palais
de Glace, em Buenos Aires, e em março na
cidade argentina de Ushuaia. Patagônia Arte
é dividida em três segmentos.
O primeiro contém 48 fotografias do começo
do século anterior, todas elas retrabalhadas
pela antropóloga francesa Anne Chapman.
Entre 1964 e 1983, Anne estudou e conviveu com
o povo daquela região. Além dessa
pesquisa, será exibido o vídeo Vida
e Morte de los Onas (que também significa
Selkmam), dirigido por Ana Montes e Jorge Preloran
e que retrata as experiências da antropóloga.
A segunda parte é formada por pinturas
contemporâneas de cinco novos artistas da
Patagônia. Na busca de uma identidade, eles
incorporam elementos da região. E a terceira
é composta por grandes fotos contemporâneas
coloridas de Florian von Verfecht, da paisagem
da Terra do Fogo.
Jornal Estadão
09/06/2004
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