Galeria Anna Maria Niemeyer apresenta de 9 a 30 de setembro a individual Arte Vira-Lata de Deneir Martins
Abertura: às 20:00h do dia 9 de setembro de 2008 (terça-feira).
Exposição até: 30 de setembro de 2008.
Horário de Visitação: segunda à sábado das 10:00 as 22:00horas
Local: GALERIA ANNA MARIA NIEMEYER
Rua Marques de São Vicente, 52/205 – Shopping da Gávea – Rio de Janeiro - RJ
Maiores Informações: Galeria Anna Maria Niemeyer (Leonor Azevedo)
www.annamarianiemeyer.com.br
Tel: 21 22399144 – Fax: 21 22592082
E.mail: galamn@centroin.com.br
A Galeria Anna Maria Niemeyer apresenta de 9 a 30 de setembro a individual Arte Vira-Lata de Deneir Martins que nasceu em Campos, reside na Baixada Fluminense é artista plástico e professor com especialização em arte-educação e sobre seu trabalho encontramos diversas citações tais como:.
“Na famosa história infantil, Pinóquio é um boneco de madeira esculpido pelo carpinteiro Gepeto. Ele vira um menino e descobre o valor da honestidade e da generosidade. Muitos de nós sonham em melhorar o mundo, em tornar o mundo um lugar melhor para se viver. Freqüentemente, isso parece impossível: não passa mesmo de um sonho. Hoje nós vamos ver que é possível, sim, e começando com o que está a nossa volta. Por exemplo, com aquilo que para algumas pessoas não passa de lixo, o nosso entrevistado de hoje está melhorando a vida de centenas de crianças.” (© Bate-papo- RJTV 13/08/2004)
“Deneir é aquele caso típico da necessidade que faz surgir a criatividade. Morando em Piabetá, ele sentia a constante falta de material para suas aulas de arte e educação nos Cieps onde era animador cultural. Também percebia que os outros professores ficavam limitados pelo mesmo problema. "Então resolvi bolar um jeito alternativo", conta. No começo, ele fazia apenas pincéis, tintas e papéis para as aulas, e ensinava as técnicas desse preparo aos outros professores. Mas o desejo de inventar coisas diferentes só crescia. "Hoje, além dos brinquedos a partir de materiais recicláveis e sucata, também pinto quadros", explica. Cada um dos brinquedos, para ele, só tem graça se for criado especialmente para cada criança. Em compensação, sua fonte de matéria-prima agora é inesgotável. Vem do que ele mesmo cata na rua e das doações que recebe. Seja o que for - garrafas pet, canos de PVC, tampinhas de garrafa - praticamente qualquer coisa, em suas mãos, se transforma em arte.” (© http://www2.uerj.br/~decult/projetos/oficinas02/matalter.php)
"Ao transformarmos sucatas em brinquedo, criamos um novo ciclo de vida desses objetos, despersonalizando-os do formato original, recriando suas formas e sua função;" assevera Deneir, mostrando como surgiram também as engenhocas, e o transporte da técnica para seus quadros, que antes eram convencionais (óleo sobre tela). Trabalhar com latinhas de refrigerante foi um passo natural, garante, mostrando como nasceu a série iniciada com o 'Vira-latas', o primeiro da série, confeccionado no ano de 1998, o que gerou frisson nos meios artístico e educacional. O que essa produção revolucionária acabou gerando pode ser conferido agora em várias exposições nos mais diferentes ambientes e regiões. Espaços culturais e museus da baixada, zona oeste, zona sul do Rio de Janeiro e em outros estados do Brasil têm mostrado com orgulho o trabalho de Deneir Quadros, brinquedos e engenhocas que disputam a atenção de crianças e adultos, com mostras que se movimentam e exibem cores, interagindo com o público. Todo este sucesso já rendeu a Deneir uma temporada na França, recentemente, a convite da Secretaria Estadual de Cultura, na última gestão. Para Magé, o orgulho de ter em seu berço um artista dessa envergadura, que nunca morou em outra cidade, mas cuja obra roda o país e parte do mundo, levando encanto, magia, consciência e cultura, de uma forma geral. Só falta mesmo a municipalidade, justamente no seu município, ter esse mesmo olhar de reconhecimento sobre um dos maiores patrimônios culturais vivos de uma região tão carente de incentivos para a cultura, de uma forma geral.” (©www.flogao.com.br-22/05/2007)
“Esses percursos plenos de ludicidade e vertigens são demarcados pelo olhar matreiro de Deneir, um olhar que guarda a sabedoria de quem sabe tudo enquanto sugere que nada sabe. Um olhar que é próprio de um tempo robusto que resiste e brota por entre engenhocas, brinquedos, geringonças, um olhar de criança que ri “satisfeito e mudo” e que “entende tudo”. Em Deneir, esse inventor de objetos híbridos que asseveram a desnecessidade de sua informação como arte (o que, aliás, ninguém põe em dúvida), esses tempos parecem harmoniosamente comprimidos: um homem com a sabedoria cabal de um menino. Com essa sabedoria, Deneir cria um conjunto de obras que crava o espectador, esse “outro” geralmente fixado para além da criação, no centro das preocupações do artista, logrando a admirável proeza de, no processo, conciliar o próprio autor, não deslocado um centímetro sequer desse mesmo núcleo. Nesse espaço coexistem, sem refregas excludentes, o autor-artista e o espectador-transformado-em-participador, abarcados pelos desvarios da multiplicidade dos tempos.” (© Deneir: O Restaurador de tempos - Luiz Sérgio de Oliveira -Agosto de 2006 - Artista e Professor Adjunto do Departamento de Arte da Universidade Federal Fluminense)
Deneir não precisa, na verdade, de nenhuma prescrição ou bula. A força de seu talento, a sua competência na articulação dos seus meios expressivos e o impacto que a beleza visual de sua produção provoca garante a ele a verdade e a dignidade que os grandes artistas possuem. Vagarosa e docemente, pelas periferias do mundo, pelas bordas do conhecimento oficial burguês, Deneir constrói a sua história, o seu caminho. Por isso, diante de sua produção entendemos a eterna força da expressão artística. Cada obra sua é um pequeno momento de encanto, percursos da vida, da fraternidade e da paixão. (VIDE BULA - Marcus de Lontra Costa – Agosto de 2008 – Critico de Arte)
A exposição apresenta nove objetos realizados com diversos materiais reciclados como latas de alumínio, bolas de gude e alfinetes que já integram importantes coleções de arte como a de Gilberto Chateaubriand/ MAM-RJ.