Rio de Janeiro - A partir de
hoje, o carioca vai ver de perto a escultura O
Pensador, de Auguste Rodin, uma das obras fundadoras
da arte moderna. A estátua em bronze, com
1, 92 metro de altura, que estará no Museu
de Arte Moderna do Rio até 19 de setembro,
é uma das 21 cópias autorizadas
pelo Museu Rodin, de Paris, e viajará pelo
País até o fim do ano, passando
pela Pinacoteca do Estado de São Paulo,
pelo Museu Niemeyer de Curitiba e pelo Museu de
Arte Moderna de Salvador.
A vinda de O Pensador ao Brasil foi possível
porque seus proprietários, colecionadores
privados franceses, querem vendê-la, a
um preço que oscila em torno de US$ 1,1
milhão (R$ 4 milhões). Era um
sonho do ex-adido cultural francês, Romaric
Suger Büel, que em 1996 organizou uma grande
mostra de Rodin no Rio e em São Paulo,
mas trouxe a versão de 72 centímetros,
criada em 1884, para ser exposta acima de A
Porta do Inferno. "Expô-la aqui completa
a mostra daquela época, mas será
ótimo se algum mecenas se interessar
em ter aqui uma obra tão importante",
diz Büel.
Nas quatro cidades haverá a exibição
de três documentários sobre o artista
e o longa Camille Claudel, de Bruno Nuttyen,
com Gerard Dépardieu e Isabelle Adjani
como o escultor e sua amante. Na atual dimensão,
O Pensador foi apresentado ao público
em 1904 e causou escândalo. Os defensores
da arte acadêmica a acharam próxima
demais à realidade. Sem se ligar a escolas
estéticas, Rodin sequer contestou as
críticas, mas revolucionou a escultura
com estas e outras obras. "Apesar de ser
figurativo, Rodin expressava muito mais que
a imagem que reproduzia, nelas há sentimentos
de gozo, alegria, angústia etc.",
conclui Büel. "O Pensador é
o melhor exemplo de sua arte."