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Exposição
Tomie Otake



EXPOSIÇÃO - TOMIE OTAKE

A Paulo Darzé Galeria de Arte apresenta dia 27 de novembro, às 20 horas, mostra de pinturas, gravuras e esculturas de Tomie Otake. Com uma obra de trajetória integra e integral, entre a tradição e a experiência visual do homem moderno, no dizer de Paulo Herkenhoff, “esta obra parece buscar em nosso olhar um haicai perdido”.
Tomie Ohtake pintou a primeira tela aos 39 anos de idade, está com 96 anos, em plena atividade, concretizando uma vontade que tinha desde a juventude. Se este início demorou a chegar, a maturidade trouxe rapidamente as diferentes fases de trabalho: a passagem do figurativismo para o abstracionismo, a primeira exposição individual e a gradativa profissionalização obtida com a venda de seus trabalhos e o espaço que a pintura passou a ocupar em seu cotidiano.
A trajetória de Tomie teve um ritmo constante e, dez anos após seu início, receberia o apoio decisivo do crítico Mário Pedrosa, recebendo prêmios no Museu de Arte Moderna, e participando da Bienal de São Paulo de 1961. Com um caminho bem definido na pintura, movida pela curiosidade, passou a realizar gravuras com certa regularidade: inicialmente serigrafia, alguns anos depois litografia e, na segunda metade dos 80, metal. O crítico Olívio Tavares de Araújo daria uma grande importância à gravura na obra de Tomie Ohtake, afirmando que em muitos casos as gravuras constituem a experiência que antecipa as pinturas.
Embora Tomie considerasse a gravura uma atividade complementar, acabou sendo convidada para as Bienais de Veneza e Tóquio. As tiragens dessa gravura serviriam para expor, em 1987 e 1993, simultaneamente em dez capitais brasileiras, entre elas Salvador, na Paulo Darzé Galeria de Arte, na época com o nome Escritório de Arte da Bahia. Nesta trajetória veio a incorporar outras linguagens, como a poesia, além de uma série de procedimentos inovadores, como o recorte de uma das imagens já impressa e sua posterior aplicação numa nova matriz; na projeção de luz nesta imagem recortada cria-se uma sombra deformada que se torna o embrião de um novo trabalho. O espírito inquieto e concretizador da artista abriram a oportunidade de realizar obras no espaço urbano, tanto painéis como esculturas. Suas esculturas receberam convite pelo curador Nelson Aguillar para uma s ala especial na XXIII Bienal de São Paulo.
A pintura, que nos últimos cinqüenta anos vem sendo o alvo constante e diário das atividades de Tomie Ohtake, prossegue levantando novas questões referentes não só aos aspectos formais e técnicos, de execução como também às posturas especificas na forma de pensar e projetar uma tela. A contribuição estética de Tomie Ohtake construída no decorrer de uma longa e singular trajetória, sua atuação em diversas linguagens, das artes gráficas à cenografia, o reconhecimento unânime da crítica brasileira, o prestigio que desfruta junto ao público em geral, a aceitação no mercado de arte são alguns fatores que vieram a criar em 2000 um Instituto com seu nome.
Para o crítico Frederico Moraes, “ao longo de meio século de uma criatividade ininterrupta, Tomie Ohtake criou um riquíssimo vocabulário de formas, as quais, continuadamente re-elaboradas e ressignificadas, a partir de um núcleo básico, constituem o fascínio permanente de sua obra. A cada nova etapa, a artista recorre às mesmas formas e/ou estruturas formais, cuja semântica, entretanto, se modifica graças às novas relações cromáticas, matéricas e espaciais que ela busca estabelecer”.
Nascida no Japão, em Kyoto, em 1913, Tomie Ohtake chega ao Brasil, São Paulo, aos vinte e três anos. Inicia seus estudos de pintura em 1952, com o artista plástico japonês Keisuke Sugano. Em 1953, integra o Grupo Seibi ao lado de Flávio-Shiró, Kaminagai, Manabu Mabe, Tikashi Fukushima, entre outros. Sua primeira exposição individual realizou-se em 1957, no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1969, começa a trabalhar com serigrafia e posteriormente executa litografias e gravuras em metal. Realiza diversas obras públicas, como o painel pintado no Edifício Santa Mônica, na Ladeira da Memória, em São Paulo; a escultura Estrela do Mar, na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro; a escultura em homenagem aos oitenta anos da imigração japonesa no Brasil e painéis para o Memorial da América Latina. Em 1974 e 1979, ganha o Prê ;mio Melhor Pintor do Ano. Em 1983, o Prêmio Personalidade Artística do ano da Associação Paulista de Críticos de Arte. Em 1995 recebe o Prêmio Nacional de Artes Plásticas do Ministério da Cultura. Em 2000, é lançado em São Paulo o Instituto Tomie Ohtake.

PERÍODO DE EXPOSIÇÃO:

ABERTURA: 27 de novembro de 2009

EXPOSIÇÃO: de 28 de novembro até 30 de dezembro

LOCAL: Paulo Darzé Galeria de Arte
Rua Dr. Chrysippo de Aguiar 8 Corredor da Vitória 40.081-310
Salvador - BA

HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO: de segunda a sexta, das 9h às 19 h, e sábados das 9h às 13 .

MAIORES INFORMAÇÕES:

Tel: (71) 3267-0930 | 3337 1519 | 9918-6205

E-mail: paulodarze@terra.com.br


www.paulodarzegaleria.com.br