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Minas quer de volta anjos atribuídos a
Aleija
Beatriz Coelho Silva e Eduardo Kattah
Peças iriam a leilão na sexta-feira,
no Rio. Instituto mineiro pretende examiná-los para confirmar
sua origem
Belo Horizonte - Mesmo sem ter certeza da origem e da autenticidade,
o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico
de Minas Gerais (Iepha-MG) quer a volta ao Estado dos três
anjos atribuídos a Aleijadinho, que iriam a leilão
na sexta-feira, no Rio. O órgão pretende examiná-los
para saber se vieram da Igreja de Santa Luzia, cidade histórica
da região metropolitana de Belo Horizonte, cuja associação
comunitária conseguiu liminar na Justiça para impedir
a venda. Representantes do instituto vão hoje ao Rio com
um mandado de busca e apreensão das obras.
O mandado foi concedido ontem pelo juiz Jair Eduardo Santana, da
2.ª Vara Cível de Santa Luzia, e entregue à procuradora
jurídica do Iepha, Francisca Boson. Em sua sentença,
ele determinou que as peças fiquem sob "custódia
provisória" do Iepha-MG, até que um laudo técnico
comprove a origem.
O proprietário das peças, o médico João
Bosco Vianna Gonçalves, alega que comprou os anjos em Minas,
nos anos 50, do pároco de uma igreja, mas não a identificou.
Os anjos são do acervo de 60 peças sacras que Gonçalves
pôs à venda, atribuindo sete delas a Aleijadinho. Ele
é de Santa Luzia e começou a coleção
nos anos 40, com a irmã, Elisa, a primeira mulher do banqueiro
Walter Moreira Salles. O leilão, que começa hoje e
termina sábado, será mantido. Apenas a venda dos anjos
é que está suspensa.
13/08/2003
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