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Sonia Müller reflete sobre o tempo em mostra
em SP
Camila Molina
São Paulo - O silêncio é para
a artista plástica Sonia Müller algo "macio e aconchegante"
como as texturas de suas pinturas em preto-e-branco ou em vermelho
feitas com bastão de cera de abelha e pigmentos naturais
ou o tecido felpudo esticado na entrada da galeria Valu Oria, que
traz o desenho de um círculo negro instalado para funcionar
contra a luz. Silêncio é, também, o título
de sua exposição que será aberta hoje e que
reúne obras pensadas a partir do espaço da galeria.
Por meio do uso de materiais orgânicos produzidos em Minas
Gerais, da presença do óxido de ferro e de objetos
como os cubos envoltos por tecido e que comportam folhas secas,
Sonia Müller diz que sua intenção é provocar
reflexão sobre a passagem do tempo, a "trajetória
da vida e da vida de um material". Por meio de uma atitude
"minimalista", como analisa a curadora Maria Alice Milliet,
a artista quer provocar a interação do espectador.
Criou os trabalhos para incitar no observador uma sensação
de "pausa entre acordes", essa outra interpretação
de Maria Alice Milliet.
Sonia Müller. De segunda a sexta, das 10 às 19 horas;
sábado, das 11 às 14 horas. Valu Oria Galeria de Arte.
Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 1.403, tel. 3083-0811. Até
28/9. Abertura às 21 horas.
Fonte: Jornal Estadão
09/09/2002
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