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Itaú Cultural abre em BH a
mostra
"Rumos da Nova Arte Contemporânea"
Camila Molina
São Paulo - Para iniciar o programa de exposições
da segunda edição do projeto Rumos Itaú
Cultural Artes Visuais, que desta vez selecionou 69
artistas brasileiros a partir de um mapeamento da
produção artística contemporânea
de todo o País, será aberta nesta sexta-feria,
no Palácio das Artes de Belo Horizonte, a mostra
Rumos da Nova Arte Contemporânea, com curadoria
de Fernando Cocchiarale, coordenador-geral do projeto.
Depois de apresentada na capital mineira, a exposição
migrará para São Paulo, onde deve chegar
no fim do mês de abril.
O projeto Rumos Itaú Cultural Artes Visuais
recebeu inscrições de 1.495 artistas,
dos quais foram escolhidos 69. Fernando Cocchiarale,
três coordenadores e mais nove curadores-adjuntos
foram responsáveis por todo o processo de mapeamento
e seleção dos artistas. Vale dizer que
essa exposição inaugural - Rumos da
Nova Arte Contemporânea - será a mais
abrangente de todas as outras 13 previstas pelo programa,
já que contará com os trabalhos de todos
os artistas escolhidos. As outras mostras, também
itinerantes, serão três de médio
porte (com cerca de 18 artistas em cada uma) e de
pequeno porte, com trabalhos de cinco representantes.
Segundo Fernando Cocchiarale, que também é
curador do Museu de Arte Moderna do Rio, Rumos da
Nova Arte Contemporânea reunirá os temas
de cada uma das três exposições
de médio porte. São três segmentos,
mas, como afirma o curador, "a arte contemporânea
tem uma identidade plural" e, por isso, essas
três categorias são mais para sinalizar
questões atuais da arte.
Uma dessas questões é a "crise do
sujeito", no sentido de que a "nossa identidade
é múltipla". Com o título
Entre o Mundo e o Sujeito, esse segmento contará
com trabalhos que mostram o corpo humano (quase sempre
nu) e seus fragmentos além de imagens de ambientes
desertos, vazios. "Acho que são índices
dessa ausência do sujeito e os corpos são
a afirmação de identidade", diz
Cocchiarale.
As outras duas partes, Poéticas da Atitude:
O Transitório e o Precário e Arte: Sistema
e Redes, tratam, respectivamente, da "poética
do efêmero" - performances e a precariedade
de materiais -, e da "rede de relações
que formam o circuito de arte". Neste último
segmento também há obras que discutem
a arte e tecnologia.
Ainda será inaugurada nesta sexta, no Itaú
Cultural Belo Horizonte, a exposição
Sobre(A)ssaltos, também parte do projeto Rumos
Artes Visuais. Com curadoria de Marisa Flórido
Cesar, a mostra é um registro das intervenções
que estão sendo feitas desde o dia 12 na capital
mineira por oito artistas: Ducha, Graziela Kunsch,
Carla Linhares, Alexandre Vogler, Jorge Menna Barreto,
Marcelo Cidade, Felipe Barbosa e Rosana Ricalde. Sobre(A)ssaltos
pode ser vista até o dia 26 de abril.
Fonte: Jornal Estadão
22/02/2002
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