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Arte brasileira reconquista Lyon e
Washington
Será um retorno e tanto. Após ter sido, em 96, o
país-tema da Bienal de Dança de Lyon
(França), o Brasil volta a ocupar a primeira
posição na bienal deste ano, que tem
a América Latina como território temático.
"O Brasil será o país com maior
número de companhias, entre as cerca de 30,
de 12 nações, que estão sendo
convidadas", disse o diretor geral da bienal,
o francês Guy Darmet.
Os grupos brasileiros já confirmados são
Grupo Corpo (Minas Gerais), Quasar (Goiás)
e as companhias cariocas de Paulo Caldas e Paula Nestorov.
Darmet, que passou o Réveillon no Brasil, disse
que espera ainda convidar outras duas ou três
companhias.
Para a décima edição da bienal,
que vai de 10 a 29 de setembro, um dos destaques será
o número de estréias mundiais de grandes
companhias. Entre elas, a nova peça da francesa
Maguy Marin, que prepara um espetáculo sobre
a América Latina. A coreógrafa esteve
no Brasil em outubro de 2000, como parte de uma turnê
latino-americana, que serve de base para inspirar
sua nova peça.
Além das companhias de dança, uma escola
de samba carioca deve participar do já tradicional
"Défilé", que, na edição
de 2000 da bienal, reuniu 200 mil observadores nas
ruas de Lyon. Também são programados
grupos da Bolívia e da Colômbia.
A Bienal de Lyon é o maior evento do gênero.
Para a edição passada, que tinha como
tema "A Rota da Seda", foram vendidos 80
mil ingressos. Não foi ainda definido o nome
da bienal deste ano, mas o subtítulo será
"Do Rio Grande [México] à Terra
do Fogo".Esta será a última bienal
baseada numa região específica.
Washington
Já nos Estados Unidos, o festival AmericArtes,
do Kennedy Center, em Washington, apresenta o Festival
do Brasil, de 15 de abril a 5 de maio. No ano passado,
a curadora Alicia Adams já havia levado a Cia.
Deborah Colker, que descobriu durante suas visitas
ao país.
Para o festival deste ano, que também homenageia
a Argentina, irão se apresentar duas companhias
mineiras: o Grupo Corpo e o Grupo Galpão, com
a peça "Romeu e Julieta", que já
se apresentou no Globe, de Londres. Um inusitado espetáculo
(leia box ao lado) também foi
selecionado: "Rituais", com direção
do estilista Carlos Miele.
Outros nomes, como Egberto Gismonti e Uakti, estão
ainda previstos, mas a curadora Adams está
com dificuldades para obter patrocínio. "Após
11 de setembro, as prioridades no país foram
alteradas", disse à Folha.
Fonte: Folha Online
10/01/2002
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