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Morre o pintor e escritor português Rogério de Freitas

O escritor, jornalista e pintor português Rogério de Freitas, 92, antigo diretor-geral dos Espectáculos de Portugal, foi enterrado ontem em Caxias, cidade próxima à capital portuguesa. Freitas morreu no sábado, numa clínica em Caxias, a poucos quilômetros de Lisboa, onde estava internado, disse um amigo do artista.

Nascido em 1910, filho do ator Eduardo de Freitas, Rogério foi um pintor inicialmente neo-realista, próximo de Mário Dionísio, evoluindo depois para a pintura abstrata.

Expôs pela primeira vez em 1938 no 2º Salon de l'Art Mural e, no ano seguinte, apresentou sua primeira exposição individual na casa de Portugal, em Paris.

Colaborador de jornais e revistas desde cedo, especialmente em Paris, Rogério de Freitas foi chefe de redação durante cerca de 20 anos da revista "Eva", onde assinou alguns desenhos e publicou seus primeiros contos, além de inúmeras reportagens e crônicas.

Em 1951, em colaboração com Leão Penedo, assinou o argumento e diálogos do filme Sonhar é Fácil, realizado por Perdigão Queiroga.

Em 1952, publicou seu primeiro livro de contos "A Porta Fechada", e, em 1955, lançou "Um Resto de Esperança".

Nesse mesmo ano integrou a delegação portuguesa no Congresso da Paz, em Helsinque, e criou, também nesse ano, com o escritor Leão Penedo, a editora Realizações Artis. Em 1958, publicou "Tempo de Angústia" e, em 1960, "Sangue na Madrugada".

A partir de 1967 e durante cerca de sete anos, dirigiu a parte gráfica das Publicações Europa-América.

Para o teatro, escreveu "Os Mortos Chegam Mais Tarde" (1968) e "Memória Destruída" (1970).

Em 1976, o poeta, escritor e professor universitário David Mourão-Ferreira, então secretário de Estado da Cultura, o nomeou diretor-geral dos Espetáculos, cargo que ocupou até 1980.

Fonte: Agência Lusa (UOL)
30/07/2001