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Tudo por uma bromélia
Clarisse Meireles

Divulgação

A inglesa Margaret Mee começou a se interessar pela pintura botânica por acaso, enquanto ainda era professora primária na escola americana de São Paulo, e se tornou referência mundial de pintura botânica, elevando à categoria de arte um gênero quase sempre relegado aos livros de ciência. O Rio poderá ver uma mostra inédita de seu trabalho a partir desta quarta, quando o Museu Histórico Nacional inaugura a exposição "Aquarelas de Margaret Mee", que reune 18 pinturas originais da artista.

Para reproduzir belezas naturais, Margaret Mee não se incomodava em se embrenhar pela mata e esperar dias para ver e retratar uma floração. Só à Floresta Amazônica, esta inglesa radicada no Brasil desde 1952 até morrer, em 1988, foram 15 expedições diferentes, ao longo das quais retratou centenas de espécies brasileiras.

A coleção pertence ao Instituto de Botânica de São Paulo, onde Mee foi funcionária durante grande parte da vida. Quase todas as obras da exposição são bromélias, espécie tipicamente brasileira e uma das preferidas de Mee ao lado das orquídeas.

- Algumas das aquarelas expostas agora nunca foram mostradas ao público. E são todas originais - destaca o diretor da Fundação Botânica Margaret Mee, Eric Carl Font.

Criada em 1989, um ano depois da morte da artista, a Fundação Margaret Mee, com sede no Rio, promove a ilustração e a pesquisa botânica, através de bolsas científicas e artísticas.

Na abertura da exposição, será lançado um CD-ROM com retrospectiva do trabalho da artista e um portfólio da Fundação Botânica Margaret Mee, com histórico da instituição e 130 reproduções das aquarelas da artista.

A exposição vai ocupar a Casa do Trem, no Museu Histórico Nacional, até 5 de dezembro, e depois segue para São Paulo.

AQUARELAS DE MARGARET MEE : Museu Histórico Nacional – Praça Marechal Âncora, s/ no. – Centro – próximo à Praça XV – Tel: 2550-9242/9243. De terça a sexta, das 10h às 17h. Sábados, domingos e feriados, das 14h às 17h. R$ 5. Menores de 5 e maiores de 65 anos não pagam.

Fonte: Jornal OGlobo
27/11/2001