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Matuck expõe seus heróis feitos
com Bic
São Paulo - O ilustrador e artista plástico
Rubens Matuck passou pouco mais de 30 dos seus 52 anos empregando
seu traço preciso na composição de figuras
políticas, artistas e intelectuais que iriam aterrissar nas
páginas de algumas das principais publicações
brasileiras, como as revistas Playboy e Exame e os jornais Última
Hora e Folha da Tarde.
Sua colaboração mais duradoura, entretanto, se deu
no Jornal da Tarde, que exibiu seus desenhos durante dez anos, de
1969 a 1979. A partir de hoje à noite, alguns dos desenhos
de Matuck trocam as páginas de jornais e revistas pelas paredes
de um restaurante. Quinze desenhos do artista, produzidos nas décadas
de 70 e 80 com caneta Bic ou nanquim e pincel ou pena estarão
expostos no Buttina, em Pinheiros. Todos também à
venda, por preços que variam de R$ 500 a R$ 2 mil.
Fazem parte da exposição desenhos do escritor e dramaturgo
Nelson Rodrigues, do líder revolucionário cubano Fidel
Castro, do cantor Orlando Silva, do ator Procópio Ferreira
e do líder negro Martin Luther King.
Matuck afirma que utiliza o desenho de linha, geralmente feito
com caneta Bic, como um instrumento de percepção da
realidade. Para consolidar sua reputação na grande
imprensa, Matuck lançou mão, além de seu inegável
talento, de um conselho ouvido certa vez do pintor Aldemir Martins:
"A disciplina, o compromisso e os prazos exigidos nos veículos
de comunicação são fundamentais na carreira
de qualquer artista, como no serviço militar", disse-lhe
o mestre.
Serviço - Exposição e venda de 15 desenhos
de Rubens Matuck, de hoje a 13 de abril no Restaurante Buttina,
Rua João Moura, 976, Pinheiros, tel.: 3871-3776.
Jornal Estadão
18/02/2003
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