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Acervo do MAM ganha catálogo e livro
Fausto Oliveira
São Paulo - O Museu de Arte Moderna de São Paulo
lança hoje duas publicações. Uma delas, Inventário,
é um catálogo com 3.300 obras integradas ao acervo
desde 1967 até dezembro de 2000. O outro livro, Alegoria,
é uma seleção de 300 obras do catálogo
reunidas para contar a própria história do acervo
do MAM. Ambos os projetos foram coordenados pelo ex-curador chefe
do museu Tadeu Chiarelli, que esteve à frente do MAM de 1996
a 2000.
"Inventário fecha meu trabalho como curador",
diz Chiarelli. No livro, cada obra reproduzida é acompanhada
de ficha técnica completa, informando nome do autor, ano
de execução, suporte, dimensões, procedência
e data de chegada ao acervo do museu. É a primeira vez que
o MAM de São Paulo publica a relação de suas
obras. Das 3.300 obras no catálogo, cerca de 1.200 foram
adquiridas ou recebidas na gestão de Chiarelli.
Já em Alegoria, a proposta foi fazer uma espécie
de exposição em forma de livro. "O acervo do
MAM é uma alegoria da arte brasileira, por isso montei um
eixo de leitura que fala do acervo", diz o coordenador do projeto.
O atual acervo do MAM foi iniciado em 1967, 18 anos depois de Cicillo
Matarazzo inaugurar o museu com sua coleção particular.
O próprio Cicillo resolveu doar todo o acervo original para
a USP em 1963, deixando o MAM vazio. "Ele queria que o museu
da universidade se chamasse Museu de Arte Moderna, mas um grupo
de diretores do MAM não permitiu isso e manteve o nome, iniciando
uma briga jurídica para reaver o acervo e forçando
a USP a batizar seu museu de MAC, Museu de Arte Contemporânea",
conta Chiarelli.
Apenas em 1967 um dos diretores do MAM que não concordavam
com a transferência do acervo para a USP iniciou uma nova
coleção, a segunda da história do museu. Esta
coleção, quase totalmente catalogada no livro que
será lançado hoje, tem como ponto forte a arte contemporânea
brasileira. A primeira coleção do MAM, composta por
obras do período moderno brasileiro, hoje pertence ao MAC
- USP. "É por isso que hoje o Museu de Arte Moderna
tem um acervo de obras contemporâneas e o Museu de Arte Contemporânea
tem um acervo de arte moderna", diverte-se Tadeu Chiarelli.
Fonte: Jornal Estadão
13/05/2002
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