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"Le Monde" critica Museu Guggenheim
do Rio
São Paulo - O site do jornal francês Le Monde publica
hoje ampla reportagem sobre a filial do Museu Guggenheim no Rio
de Janeiro, chamando o projeto de "faraônico" e
de "Titanic cultural", destacando a oposição
ao museu no Brasil. "Depois de Nova York, Berlim, Bilbao, Veneza
e Las Vegas, agora será o Rio de Janeiro que vai acolher
o sexto Museu Guggenheim".
A reportagem informa que depois de ter sido adiada por três
vezes, a assinatura do contrato negociado durante dois anos entre
a prefeitura do Rio e a Fundação Guggenheim, foi anunciada
oficialmente no dia 30 de abril em Nova York, com a presença
do prefeito carioca César Maia. Informa ainda que o museu
só vai funcionar em 2007, pouco antes dos Jogos Panamericanos
que naquele ano poderão ocorrer na "antiga capital brasileira",
e estima-se que deverá receber um milhão de visitantes
por ano.
O audacioso projeto arquitetônico de US$ 133,6 milhões
tem numerosos oponentes, inclusive o ministro da Cultura, o cantor
Gilberto Gil, ressalta o correpondente do jornal francês no
Brasil, Jean-Jacques Sévilla. "Trata-se de uma enorme
concentração de crédito em um único
projeto, numa cidade onde o combate à contravenção
é uma questão de sobrevivência", diz. Informa
que vereadores dos partidos de esquerda que julgam o projeto "faraônico"
prevêem para o museu o destino de um "Titanic Cultural"
e promoveram no domingo uma passeata de protesto na praia de Copacabana.
O arquiteto francês Jean Nouvel de 58 anos, criador da Fundação
Cartier de Paris, da Ópera de Lyon e do Centro de Arte e
o Congresso de Lucarno, na Suíça, revelou ao jornal
O Globo que planeja criar "uma ilha que se revela, que evoca
o mito do Atlântico". E cita a bombástica declaração
do secretário de urbanismo Alfredo Sirkis sobre a proposta
de "transformar um ponto decrépito do porto em um equipamento
cultural sem equivalente no hemisfério Sul".
Jornal Estadão
09/05/2003
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