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Terrorismo esvazia leilões em NY
Em outros tempos, hordas de comerciantes e colecionadores de arte
chegavam a Nova York para os leilões de outono. As
casas de leilões oferecem obras que nunca ou há muitas
décadas não haviam sido postas à venda.
Mas os ataques terroristas do dia 11 de setembro e
a crise econômica mudaram tudo. "Alguns colecionadores
e comerciantes começam a temer voar rumo a Nova York",
disse o diretor de arte moderna e impressionista da
Sotheby´s, David Norman. "Nunca vimos nada igual ",
reconheceu também o presidente de honra da Christie´s,
Christopher Burge, rememorando seus mais de 30 anos
de experiência.
A pocos dias do começo da temporada, na segunda-feira,
ninguém se atreve a dizer se o mercado de arte ficará
parlizado. Alguns colecionadores perderam enormes
somas com a queda da Bolsa, assinala Norman. Christopher
Eykyn, vice-presidente da Christie´s em Nueva York,
não teme problemas com as peças mais importantes e
mais caras.
Um dos grandes conquists da Sotheby´s será leiloar
La Rue St. Lazare, de Camille Pissarro, uma
cena de Paris em 1893. Já a Christie´s de Nova York,
conta por sua vez com grnades obras de Braque, Léger,
Miró, Picasso e Renoir da coleção do belga Rene Gaffe.
O valor arrecadado com a venda, estimado em US$ 40
milhões, será destinado à Unicef, por desejo de sua
viúva. Jeanne Fagge, falecida no ano passado.
Entre as três casas de leilões de Nova York, a mais
nova, Phillips, de Pury & Luxembourg, é a que corre
maior risco. O New York Times informou em setembro,
que nos dias posteriores aos atentados, vários compradores
anularam compras no valor de US$ 8 milhões de arte
contemporânea.
Fonte: Jornal Estadão
05/11/2001
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