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Gil quer unificar política para museus
Beatriz Coelho Silva
Rio - A unificação da política
para os museus brasileiros, os 12 federais (oito deles no Rio),
os 23 regionais ligados ao Instituto do Patrimônio Hístórico
e Artístico Nacional (Iphan), os subordinados aos Estados
e municipíos e os privados é a meta da Política
Nacional de Museus, que o ministro da Cultura, Gilberto Gil, lançou
hoje no Museu Histórico Nacional, no Rio. "É
o ponto de partida para a criação de um órgão
que abrigue todos os museus e promova sua integração
com as universidades e outras instituições afins",
disse Gil para diretores e museólogos cariocas. "Nessa
política, estão incluídas as reivindicações
da área, da capacitação de pessoal e plano
de carreira à desburocratização e dinamização
dos processos que os aproximam da população em geral."
Gil elogiou as administrações dos museus federais
do Rio, especialmente do Histórico Nacional. "Estão
bem cuidados, graças ao interesse pessoal de seus diretores,
a exemplo desta casa em que estamos", lembrou ele. "Alguns
estão em condições difíceis e, mesmo
sem estarem subordinados ao MinC, fazemos um esforço para
melhorar sua situação. É o caso do Museu Nacional
da Quinta da Boa Vista, o mais precário. Pertence ao Ministério
da Educação, mas estamos empenhados em sua restauração."
Gil tenta realizar essas premissas com o orçamento de R$
150 milhões do MinC para 2003, mas sabe que é pouco.
"A gente se esforça, mas uma hora é preciso dinheiro.
Por isso, tenho feito reivindicações quase diárias
ao Palocci (ministro da Fazenda)", contou. "Se não
venho a público declará-las é porque atendo
à orientação do presidente Lula de convergir
esforços para a questão econômica, e o Palocci
é quem carrega o fardo de levar essa política adiante.
Isso não quer dizer que será sempre dessa forma. Agora
é hora de reivindicar internamente, mas quando for preciso
fazê-lo publicamente agirei assim."
Jornal Estadão
20/05/2003
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