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MNBA reabre a Galeria Mario Pedrosa
Objetivando mostrar as origens da arte brasileira a partir do
seu próprio acervo, o MNBA reabre a partir de 12 de dezembro
a Galeria Mario Pedrosa, localizada no primeiro piso.
Com novo layout, e agora finalmente interligando os espaços,
a exposição permanente vai mostrar cerca de 100 obras
entre esculturas, pinturas e objetos.
Procurando oferecer ao visitante uma leitura do projeto original
do grande crítico Mario Pedrosa, a Galeria - que ocupa um
espaço de cerca de 500 metros - está dividida em 5
segmentos.
No primeiro segmentos temos a Arqueologia Brasileira, reunindo
obras que estão em comodato ou do acervo etnográfico
indígena, com arte plumária, cerâmica e objetos:
sambaquis(locais onde os antepassados silvícolas deixavam
seus restos), fotos de pinturas rupestres e objetos.
A Arte Popular, além de obras do acervo, vai estar representada
por uma importantíssima coleção de ex-votos,
situada entre as mais completas do Brasil, doada pelo marchand Franco
Terranova.
O módulo do Inconsciente abriga trabalhos do falecido artista
plástico Fernando Diniz, dono de uma das obras mais instigantes
no cenário das artes plásticas brasileiras, e considerado
pelo próprio Mario Pedrosa "um dos maiores artistas
brasileiros de todos os tempos".
No segmento da Cultura Negra, remetendo às raízes
de nossa arte, o destaque são cerca de 30 esculturas da cultura
yorubá, entre outros.
Telas e mobiliário da Coleção Européia
do MNBA, dispostos de forma cronológica, remetem às
raízes européias da arte brasileira e finalmente,
o segmento Contemporâneo exibe mostras temporárias
de arte, como representação da síntese atual
de todas estas influências.
Para a diretora do Museu, Heloisa Lustosa, "agora a Galeria
estará mais dentro do pensamento de Mario Pedrosa".
Quando dirigiu o MAM no final da década de 70, Heloisa foi
procurada pelo crítico a fim de concretizar a idéia
de uma exposição que procurasse traduzir as diversas
origens da arte brasileira, através da influência do
negro, do indígena, do popular, do inconsciente e do europeu
Tendo que se ausentar do país, Mario nomeou a arqueóloga
Maria Beltrão como representante, que então sugeriu
o título da mostra: "Brasil, Arte e Origem".


Nascido em 1900, o pernambucano Mario Pedrosa é reconhecido
como um dos mais importantes críticos de arte que o Brasil
já teve. Além de jornalista, muitas vezes perseguido
e exilado no Chile durante a ditadura militar, foi ativo militante
e um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores. Faleceu em 1981.
*Coordenação: Xico Chaves: 2240-9869
Galeria Mario Pedrosa - mostra permanente
Reabertura: 5 de dezembro, às 12 h.
Horário: de Terça até Sexta de 10h até
18h; sábados e domingos de 14h até 18h.
No Domingo a entrada é franca; noutros dias custa R$ 4,00.
22/11/2002
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