Mostra
de arte espanhola abre com fila
Camila
Molina
De
Picasso a Barceló fica em cartaz até o dia 16 na Pinacoteca
do Estado, com obras dos principais artistas espanhóis do
século 20
São
Paulo - Duas horas após a abertura para o público da exposição
De Picasso a Barceló, que ficará até o dia 16 de setembro
na Pinacoteca do Estado, cerca de 200 pessoas já estavam
presentes. Não havia ainda filas quilométricas como houve
na mostra de esculturas de Auguste Rodin, em 1995, que atraiu
150 mil pessoas, mas o público não parava de chegar. De
Picasso a Barceló esteve na Argentina até o dia 15 de julho
e recebeu 200 mil pessoas em 28 dias.
Os visitantes presentes à abertura estavam entusiasmados.
"Acho interessante ter uma exposição como esta porque eu
já conhecia os artistas pela história da arte e, como todo
mundo recomenda bem, resolvi vir. Não é em qualquer lugar
que há uma mostra como esta", diz o estudante Dênis Cavalcanti
Coutinho, de 16 anos. Já Nicole, designer de 22 anos, atenta
para o fato de um evento como este ter muita divulgação.
"Mesmo as pessoas que não têm muito acesso, ficam sabendo
e, desse modo, podem vir."
A
enfermeira Elizabeth Perazulo é enfática: "É o que estava
faltando no Brasil, porque isto é cultura, é fundamental."
"Vale a pena você estar vendo a evolução histórica. O brasileiro
tem de ser mais incentivado a procurar estas exposições",
diz Maria Inês Perazulo.
O artista plástico de Belo Horizonte, Marcelo Alfonso Brandão,
diz que é uma oportunidade para profissionais se inspirarem
ou mesmo se reciclarem: "São cem anos de arte que a gente
conhece por osmose. O artista sofre muita influência e como
não tivemos chance de ter vivido nessa época, é muito interessante.
Essas grandes mostras têm ocorrido com freqüência aqui,
nestes últimos anos. Como viemos a São Paulo para ver a
exposição na Bienal, pudemos apreciar esta também, que é
imperdível", diz o artista que estava acompanhado de seu
filho, Alexandre. Para o aposentado José de Oliveira, a
mostra é interessante, mas observa: "Tem muito cara bom
no Brasil que não tem nem a oportunidade de ser reconhecido."
Pessoas de diferentes idades estavam em De Picasso a Barceló.
Algumas crianças e muitos idosos. A pedagoga Lúcia Salles,
acompanhada por sua família, frisa que as escolas e as crianças
estão cada vez mais indo às exposições de arte por causa
das grandes mostras. "Acho interessante as excursões das
escolas, isso é uma coisa boa que mudou no País", diz.
Fonte: Jornal
Estadão
01/08/2001