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A Fênix do Aterro
Daniela Name, com informações do
jornal O Globo

Em meio à polêmica vinda do museu Guggenheim,
o Rio vê surgir, aos poucos, fôlego novo
no seu museu mais bonito. Depois de mais de 20 anos
sem passar por uma renovação, o Museu
de Arte Moderna ganhou peças valiosas, compradas
com R$ 470 mil recebidos do Programa Petrobras nas
Artes Visuais. E mais: fechou um importante acordo
de colaboração com a prefeitura, para
sediar um grande salão de artes plásticas,
a Mostra RioArte Contemporânea, marcada para
abril do ano que vem.
- Estamos dando um passo decisivo na nossa relação
com o MAM, que está sendo amarrada com um laço
colorido de dois nós - disse o secretário
das Culturas, Ricardo Macieira, deixando claro que
o segundo nó é a Sala Rio, um hall sinfônico
que será construído de acordo com o
projeto de Affonso Eduardo Reidy para o teatro do
museu.
Tudo muito bem. Ótimo para o museu. Mas aí
vem a dúvida: não haveria uma discrepância
entre o investimentos previsto para o projeto de viabilização
da sede do Guggenheim (R$ 2 milhões) e os R$
80 mil da nova parceira com o MAM? O secretário
jura que não.
- Não somos ingênuos de fazer muxoxo e
achar que essa verba deveria ser gasta no MAM. Não
fosse o Guggenheim, essa verba nem exisitiria. Não
estamos competindo - disse a diretora do museu, Maria
Regina do Nascimento Brito, durante a cerimônia
de lançamento da Mostra RioArte Contemporânea.
Em janeiro, duas grandes exposições
Polêmicas à parte, a secretaria das Culturas
também prometeu empenho para resolver dois
problemas sérios que ainda afligem o MAM: o
preço do ingresso (R$ 8), que precisaria de
uma ampliação de uma política
- já existente - de acesso gratuito e de descontos
para a população de baixa renda, e a
inexistência de transporte público ligando
o belo prédio de Affonso Reidy ao resto da
cidade.
Se a construção da sala de concertos
é projeto que só deve sair do papel
no fim do ano, as novas aquisições do
acervo já podem ser visitadas desde agosto.
O MAM e a Petrobras não divulgam quanto custou
cada uma, mas sabe-se que as mais caras, instalações
de Waltercio Caldas e Cildo Meireles, custaram em
torno de R$ 100 mil. As mais baratas, quatro têmperas
sobre cartão da "Fase negra" de Ivan
Serpa, sairam a R$ 9,5 mil cada. Todas preenchem lacunas
importantes do acervo do museu, zerado no incêndio
de 1978. O acervo foi ganhando novo fôlego com
a generosidade de Gilberto Chateaubriand, que mantém
ali sua coleção em regime de comodato,
e com doações isoladas.
Em janeiro, o MAM inaugura a 27ª edição
do Panorama da Arte Brasileira, um dos principais
eventos do calendário nacional de artes visuais
(com obras de 29 artistas, sete grupos e três
organizações independentes de várias
capitais do Brasil) e reúne também a
Coleção Gilberto Chateaubriand numa
mesma exposição.
Fonte: OGlobo.com
27/12/2001
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