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Banho de "Davi" levanta polêmica
no meio artístico
Ícone do Renascimento, a estátua completa 500
anos em 2004 e vai passar por uma limpeza. Mas não há
consenso entre restauradores

São Paulo - Uma discussão sobre como lavar o Davi,
de Michelangelo, está dividindo o mundo da arte. Parte dos
restauradores quer limpar com água a escultura ícone
do Renascimento, enquanto outros preferem limpá-la a seco.
A estátua fará 500 anos no ano que vem, daí
a idéia de limpá-la para as comemorações.
Os modos de limpeza do David podem causar efeitos diferentes na
obra. Lavar a estátua com água pode trazer de volta
o aspecto original da escultura. Na limpeza a seco, apenas a sujeira
mais grossa seria eliminada. Contudo, jogar água sobre a
escultura poderia causar danos irreparáveis, segundo os restauradores
que preferem a lavagem a seco.
Uma destas é Agnese Parronchi, que foi encarregada pela
Galleria dell’Accademia, de Florença, de coordenar
a restauração. Ela se demitiu por discordar da intenção
do diretor da instituição, que guarda a estátua
desde 1873, em lavar o David com água. Ao lado dela estão
39 especialistas em arte de vários países do mundo,
que pediram oficialmente à galeria a suspensão da
limpeza, para que uma comissão independente julgue qual o
melhor método.
O principal argumento de quem é contra lavar o Davi com
água é que a sujeira de cinco séculos modificou
a superfície da obra. Uma lavagem poderia tornar a superfície
da escultura muito uniforme. Mas o diretor da Galleria dell’Accademia,
Franca Falletti, defende que somente lavando a escultura com água
o Davi voltaria a parecer o ícone de eterna juventude criado
por Michelangelo. O governo italiano apóia a lavagem com
água, e deu autorização para o início
da restauração, que deve durar seis meses, em setembro.
As informações são do site da BBC. Para ler
o noticiário da BBC, que é parceira do estadao.com.br,
clique aqui.
Jornal Estadão
24/07/2003
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