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Cybèle Varela no MNBA
Cybèle Varela expõe no MNBA – Museu Nacional
de Belas Artes, Rio de Janeiro, nas salas Djanira e Goeldi, uma
instalação entitulada “Surroundings”,
de 25 de setembro à 26 de outubro de 2003.

Apresenta fotografias, desenhos, vídeo e reproduções
gráficas sobre 3 telas pintadas em acrílico e que
são desdobradas em detalhes que se mesclam entre si.
Nasce em Petrópolis (RJ) em 1943 e se revela uma artista
bem precoce pois que já aos 16 anos, aí mesmo no MNBA,
na então “Sala da Mulher Brasileira”, ganhou
Mensão Honrosa atravès da Associação
dos Artistas Brasileiros.
Nos anos 60 destaca-se no cenário artístico brasileira
com suas pinturas e objetos sobre temas urbanos.
Em 1968 parte para Paris com bolsa de estudos do governo francês
e depois de 10 anos instala-se em Genebra, Suiça.

Segundo o crítico Frederico Morais, Cybèle Varela
é um dos poucos artistas da sua geração que
teve carreira e reconhecimento internacional, sem nunca esquecer
o Brasil onde, de dois em dois anos, vem retomar o contato, trabalhando
em sua casa/atelier em Petrópolis, com exposições
no Rio e em São Paulo.
Em 1975 foi a única mulher entre os 30 artistas considerados
como os melhores do ano na França, em uma exposição
itinerante naquele país, que também reuniu Soulages,
Lindstrom, Arman, entre outros.
Em 1987 representou o Brasil no Museu of Modern Art of Latin America,
Washington D.C., nume exposição individual. Depois
de Portinari é o unico artista brasileiro que teve obra doada
oficialmente às Nações Unidas pelo govêrno
de nosso país, em 1997.
Apesar de pesquizar com materiais diversos, desde a pintura passando
pelo video, entre outros, sempre foi e é uma artista da “imagem”.
Segundo Pierre Restany, “a pintura de Cybèle Varela
nos restitui a realidade pluridimensional do campo significativo”.
No texto para o catálogo desta exposição
a artista reafirma o que desde o início de sua carreira sentiu
e interpretou em suas obras: as multiplas realidades possíveis
e um certo “tempo suspenso e indefinido”.
Isto pode ser visto nesta sua mostra atual onde se mesclam entre
as obras, os espelhos e os expectadores, os personagens do passado
e do presente, num contexto onde o percurso do visitante cria, junto
aos seus trabalhos, o seu próprio envolvimento.
01/10/2003
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