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Marchand é condenado por roubar Warhol

O marchand sueco Anders Malmberg foi condenado a pagar uma indenização de US$ 4,6 milhões para uma colecionadora suíça por ter vendido ilegalmente uma obra de Andy Warhol. O comprador foi o magnata, produtor de cinema e jogador de pólo Peter M. Brant e a peça foi parar ilegalmente em suas mãos quando ainda estava sob a tutela do Museu Guggenheim, que a tinha tomado emprestado para uma exposição.

Museu tinha autorização para vender a serigrafia

Conhecida como “Red Elvis”, a serigrafia de Warhol, de 1962, mostra uma sucessão de rostos do cantor. Fã da obra de Warhol, Brant intermediou o empréstimo da serigrafia para a exposição “Andy Warhol: a factory”, organizada pelo Guggenheim entre 1998 e 2000. A obra, avaliada em US$ 12 milhões, pertencia à colecionadora suíça Kerstin Lindholm. Brant diz que comprou a peça em 2000, através de Anders Malmberg, e pagou por ela US$ 3,2 milhões.

Kerstin Lindholm jurou que nunca deu autorização para que a peça fosse vendida por quantia alguma e exigiu que o Museu Guggenheim explicasse por que a serigrafia não tinha voltado às suas mãos. O museu apresentou documentação provando que havia uma autorização, talvez falsificada, permitindo o negócio.

Diretores da instituição chegaram a acusar Brant de ser o mentor da venda, que acabou sendo caracterizada como um roubo. O magnata argumenta que não roubou nada e diz que não vai devolver a peça.

Jornal do Brasil - Rio
Rio, 30 de Março de 2003