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A mostra da China, andar por andar
São Paulo - China: Guerreiros de Xi´an e os Tesouros
da Cidade Proibida, com cerca de 450 peças, oferece um panorama
da arte produzida nas duas últimas dinastias chinesas, Ming
(1368-1644) e Ching (1644-1911), e exibe ainda cerâmicas do
período Neolítico, com cerca de 7.000 anos. Esse é
o maior número de peças já exibido fora da
Cidade Proibida. Para percorrer toda a exposição montada
no Pavilhão da Oca, no Parque do Ibirapuera, o visitante
deve gastar uma média de duas horas sob uma temperatura invernal
de 18ºC.
A maior atração fica no subsolo: o conjunto de 13
estátuas em terracota (argila modelada e cozida), sendo dois
cavalos e 11 guerreiros, todos em tamanho natural, conhecidos como
Guerreiros de Xi´An. Descobertas em escavações
arqueológicas em 1974 na província de Shaanxi - onde
fica a cidade de Xi´An - o exército de terracota (composto
de cerca de 7 mil homens e 200 cavalos) foi construído em
246 a.C. para ser enterrado na tumba de Qi Shi Huang, imperador
que unificou a China em 221 a.C.
O cenário criado para os Guerreiros de Xi´An na Oca
lembra um sítio arqueológico, com paredes e chão
na cor cinza, dando destaque às estátuas e foi concebido,
assim como toda a ambientação, pela cineasta e cenógrafa
Daniela Thomas e pelo arquiteto Felipe Tassara. Uma curiosidade
é que, na China, os guerreiros são vistos de cima
pelos visitantes, pois continuam na vala em que foram encontrados.
Os brasileiros podem ficar lado a lado com as estátuas, e
observar melhor detalhes de expressões e vestimentas. Wang
Zhenmao, adido cultural na embaixada da República Popular
da China, confessou que só foi ver as estátuas no
Brasil, por estarem exibidas mais próximas do público.
"Nunca as vi na China".
No térreo, estão 197 peças que vieram de vários
museus da mesma província de Shaanxi. Há cerâmicas
com 7 milênios de idade, bronzes e objetos das dinastias Hang,
Tang, Ming e Qing.
O acervo do Museu do Palácio Imperial de Pequim que faz
parte do núcleo Museu do Paço Imperial - Cidade Proibida
começa no primeiro andar e se estende até o segundo.
Na entrada do primeiro andar, sob um portal vermelho e dourado,
que imita o original da China, o visitante encontra uma maquete
da Cidade Proibida, construída em escala 350:1, que dá
a idéia exata dos imensos espaços e da suntuosidade
do lugar. Composto por 150 peças vindas do Palácio
Imperial, pode-se ver os objetos de uso cotidiano dos imperadores
chineses das últimas dinastias, como um conjunto de bule
e xícaras da Dinastia Qing, feitos em ouro incrustrado com
pérolas, ou um aquecedor de mãos em esmalte policromado,
enfeitado com cabras, símbolos do início do ano da
prosperidade. Dispostos ao longo da sala, roupas oficiais, pinturas,
pesos para papel, candelabros e documentos originais redigidos pelo
imperador.
No segundo andar fica o trono, um dos muitos existentes dentro
da cidade proibida, já que o imperador não ficava
apenas na mesma área por muito tempo. Nas laterais do salão,
foram colocados os imensos sinos usados nos rituais da corte, que
pesam uma tonelada cada, além de trajes usados pela família
imperial e por funcionários da corte. Ali também podem
ser vistas as armaduras usadas pelos soldados, dispostas de forma
a evidenciar ao visitante a hierarquia existente na época;
além selas e armas como arco, flecha, punhal e espada, tudo
montado com apuro nos detalhes de cores e colocação
metódica para ser o mais fiel possível ao ambiente
original.
Serviço: China: Guerreiros de Xi´an e os Tesouros
da Cidade Proibida. De 20 de fevereiro a 18 de maio. Horários
de funcionamento: de terça a sexta, das 9h às 21h;
sábado e domingo, das 10h às 21h. Local: Pavilhão
da Oca - Parque do Ibirapuera, SP. Ingressos: R$ 7,00 e R$ 3,50
(meia-entrada). Entrada gratuita para menores de 5 anos, pessoas
com mais de 65 anos, aposentados e deficientes físicos. Programa
Educativo: grupos de escolas podem agendar visitas gratuitas nos
dias de semana, entre terça e sexta, ou aos sábados
de manhã. O agendamento pode ser feito pelo telefone (11)
3253-7007 ou e-mail agendamento@brasilconnects.org
Jornal Estadão
25/02/2003
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