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A arte que a Casa Cor revela
Camila Pohlmann

Para quem não é um colecionador tarimbado, entrar numa galeria atrás
de obras de arte pode ser um tanto assustador. E artista plástico
sabe disso: por isso, uma vitrine como a Casa Cor é perfeita. Nas
dezenas de ambientes montados no Palacete Seabra, há espaço para
todo tipo de arte. Com um detalhe: tudo o que está lá, pode estar
na sua casa também, sem contrangimentos. Basta anotar o telefone
e ligar.
- É oportunidade muito legal. E muito democrática, também: afinal,
tem um Krajzberg na escada, meus quadrinhos no banheiro - brinca
o fotógrafo Marcelo Tabach, que expõe seus quatro pequenos quadros
a óleo com bonequinhos no banheiro do rapaz - Várias pessoas já
me ligaram interessadas no trabalho. É ótimo aparecer para um público
maior, além do seu círculo de amizades.

'Estar na Casa Cor é como sair na Vogue'
Logo ali ao lado, na sala jovem da dupla Christiane Laclau e Carolina
Wambier, o coloridíssimo quadro de Bebel Franco chama a atenção:
- Esta é a quarta ou quinta Casa Cor que participo. Eu só não me
aproveito mais disso porque não produzo em série - conta Bebel,
que já recebeu quatro telefonemas de pessoas interessadas em comprar
seus quadros depois do início da exposição - A exposição é uma ótima
vitrine. É como sair na Vogue. Todo mundo presta atenção em você.
O quadro de Bebel que está exposto na parede da sala é da própria
arquiteta, que o tirou de casa para expô-lo no ambiente da Casa
Cor.
- A Christiane tem alguns trabalhos da Bebel, e a gente achou que
esse teria tudo a ver com o clima do ambiente - conta a sócia Carolina,
que já se acostumou às perguntas sobre as peças em exposição - O
quadro branco de Marcelo Cabral também está fazendo sucesso e causando
polêmica, porque muita gente acha que se trata de um Sérgio Camargo.
Artista de Vitória conquista clientes cariocas
Sucesso também está fazendo a artista plástica Ana Paula de Castro
que, mesmo sendo de Vitória, têm trabalhos em dois ambientes diferentes:
suas colagens de pequenos fotogramas estão no moderno escritório
de Jairo de Sender e na bucólica varanda de Julinha Serrado. Para
Ana Paula, a oportunidade de expor seus quadros num circuito fora
das galerias é precisa.
- O melhor de ter um quadro na Casa Cor é atingir exatamente o seu
público alvo. Gente que está a fim de novidades para a casa - explica
Ana Paula, que recebeu duas ligações de possíveis compradores só
na semana passada - E olha que para mim é mais difícil, porque fico
longe e as pessoas não podem visitar o ateliê com tanta facilidade.
Espalhados nos 48 ambientes da mostra, há muito para se escolher.
No quarto jovem de Paola Ribeiro, não são só as gavetas forradas
de vichy colorido que fazem sucesso: os joviais quadros de Paula
Klien têm dividido as atenções dos visitantes. E não para por aí:
do corredor de Leila Bittencourt e Marise Marini - que é uma verdadeira
escultura de Amna Burle Marx - às fotografias digitais da brasileira
radicada em Nova York Beatriz Schiller que enfeitam a sala de jogos
de Ana Maria Indio da Costa.
CASA COR RIO 2001 Palacete Seabra — Praia do Flamengo 340,
Flamengo — 2551-6542. Terça a domingo, do meio-dia às 21h. Ingresso:
R$ 15 (terça a sexta) e R$ 20 (sábado e domingo). Até 7 de outubro.
Fonte: Jornal O Globo
02/10/2001
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