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Manuscritos inéditos de Anne Frank, em
NY
Carl Hartman/AP
Washington - Contos de fada, contos, ensaios, o início de
um romance - aos 15 anos, Anne Frank não escreveu apenas
um diário nos dois anos em que se escondeu dos nazistas.
Uma mostra com parte desse seu variado trabalho, Anne Frank the
Writer: An Unfinished Story, será aberta no Museu do Holocausto,
em Nova York, nesta quarta-feira.
Em São Paulo, o aniversário de Anne Frank celebrado
em 12 de junho, é comemorado com a prorrogação
da mostra Anne Frank Uma História para Hoje até
o dia 31 de agosto, no Centro da Cultura Judaica-Casa de Cultura
de Israel. Trata-se de uma produção documental itinerante,
coordenada pela Anne Frank House de Amsterdã.
Traduzido para dezenas de idiomas, O Diário de Anne Frank
descreve os 25 meses nos quais a jovem judia se escondeu, em Amsterdã,
dos exércitos nazistas. "Será que um dia serei
capaz de escrever algo realmente grande, serei uma jornalista ou
escritora? Espero realmente que sim, pois eu poderia então
recriar tudo quando eu escrevesse, meus pensamentos, minhas idéias
e minhas fantasias", escreve a menina em um dos textos encontrados
em um caderno intitulado Stories and Events from the Anex, exposto
em Nova York. "O mundo tem tantos quartos, riquezas, dinheiro
e beleza. Deus criou o suficiente para todos nós. Vamos começar
a dividir tudo de modo mais justo", escreve, em um pequeno
ensaio.
Anne Frank morreu de tifo, três meses antes de completar
16 anos, poucas semanas antes da libertação do campo
de concentração em que estava presa perto de Hamburgo,
no norte da Alemanha.
Serviço - "Anne Frank Uma História para
Hoje". Centro da Cultura Judaica, localizado à rua Oscar
Freire, 2.500, próximo ao metrô Sumaré. Até
31 de agosto. Horários: seg. das 18h30 às 21h00. Terça
a sexta: das 10h00 às 21h00. Sábados e domingos das
14h00 às 19h00. Censura: livre.
Jornal Estadão
17/06/2003
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