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O que vem por aí nas artes
plásticas
Bianca Kleinpaul e Rení Tognoni,
do GloboNews.com

Esse ano poderá não ser como aquele que
passou no mundo das artes plásticas. Se 2001
foi um ano de grandes exposições no
eixo Rio-São Paulo, com "Surrealismo",
"Parade" e "Arte do Egito" lotando
museus, os próximos doze meses não nos
reservam atrações da mesma altura. A
salvação poderá ser a 25º
Bienal Internacional de Artes de São Paulo,
além de uma retrospectiva da artista paulista
Jac Leirner e a exibição de 150 obras
do museu parisiense Petit Palais, os dois últimos
no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), o mesmo
que abrigou as obras surrealistas.
Há algumas mostras que, digamos assim, não
formam um panorama de artes plásticas, no entanto,
poderão levar um grande número de visitantes
aos museus. A primeira será uma homenagem ao
poeta Carlos Drummond de Andrade, que estaria completando
cem anos. Serão reunidas poesias, livros, reportagens
e pinturas de acervo do artista mineiro no Museu Nacional
de Belas Artes, do Rio. No Masp, será a vez
de Pelé ser o homenageado com uma exposição
de fotos e objetos do jogador.
Mas o Museu de Artes de São Paulo poderá
estar a salvo com as exposições de obras
de Renoir e Babinsky a partir de abril. O CCBB - tanto
a matriz carioca quanto a filial paulista - também
dará sua contribuição trazendo
de Brasília a mostra "Gráfica utópica:
Arte gráfica russa 1904-1942". Será
um panorama inédito das coleções
do Museu do Estado de História Contemporânea,
do Museu do Cinema e do Museu Mayakovsky, com cartazes
e capas de revistas do período revolucionário
da Rússia.
Fonte: OGlobo.com
07/01/2002
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