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Aguilar despede-se da Casa das Rosas com mostra
Ópera - Aberta, Celebração, com obras de cerca
de 200 artistas, marca o fim da gestão de José Roberto
Aguilar, há sete anos à frente da instituição
São Paulo - Como diz o título da exposição
que a Casa das Rosas abre amanhã para o público, essa
é uma mostra de celebração. Ópera -
Aberta, Celebração reúne obras de aproximadamente
200 artistas, conta com mostra de vídeos e apresentações
de dança e performances para comemorar os sete anos em que
a instituição esteve sob direção do
artista plástico José Roberto Aguilar. "Se fosse
fazer um balanço da minha gestão, seria pretensioso,
cafajeste. Mas posso dizer que fizemos exposições
milagrosas, com poucos recursos", diz Aguilar.
Ópera - Aberta é a exposição que idealizou
para se despedir do cargo e, por isso, a premissa foi mostrar trabalhos
de artistas que já participaram das atividades do museu,
mas, como reforça Aguilar, cada um pôde escolher e
mandar o que quisesse mostrar. "A Casa das Rosas tem tradição
de ser dirigida por artistas (anteriormente fora dirigida por Claudio
Tozzi) e por isso as atividades sempre abrangeram um leque muito
grande de tendências e linguagens." Para tanto, essa
exposição não tem um tema delimitado, mas sua
montagem tenta promover diálogos entre os artistas participantes.
"Não poderia fazer diferente: não sou curador,
sou artista", afirma Aguilar, que daqui por diante vai se dedicar
às suas exposições e à Banda Performática
que criou na década de 80. Mas pode-se dizer que esse diálogo
proposto em sua gestão como diretor teve a pretensão
de se estender para outras áreas que não a artística
como, por exemplo, quando foi realizada a mostra Arco das Rosas
- O Marchand como Curador em que o cerne era refletir sobre o papel
de galeristas de arte.
Desde 1995, quando assumiu a direção da antiga mansão
na Avenida Paulista tombada pelo Patrimônio Histórico
para ser um dos espaços culturais da Secretaria de Estado
da Cultura, Aguilar destaca as programações de dança,
canto e teatro que ocorreram às segundas-feiras. Também
a mostra em homenagem ao físico e crítico de arte
Mário Schenberg e como grande mérito, Aguilar cita
a introdução da webart e o acervo virtual da instituição.
"Temos registros de todas as exposições realizadas
na Casa das Rosas no site (www.casadasrosas.sp.gov.br) e por causa
disso recebemos elogios de instituições internacionais",
conta.
Ópera Aberta - As obras reunidas nas oito salas da Casa
das Rosas pertencem a artistas de gerações diferentes,
que abordam e trabalham com técnicas diversas - pinturas,
esculturas, vídeos, objetos, webart, fotografia. Seria impossível
citar os mais de 200 nomes, mas há trabalhos de Amelia Toledo,
do músico Arnaldo Antunes, do fotógrafo José
Fujocka e ainda Grupo Bijari, Carlos Fajardo, Evandro Carlos Jardim,
Maria Tereza Louro, Carlito Carvalhosa, Leda Catunda, Tunga, Walter
Silveira, Sérgio Bicudo, Lygia Pape, Nelson Leirner, Shirley
Paes Leme, Nuno Ramos, e do novato Thiago Bortolozzo, entre tantos
outros.
A grande exposição ainda conta com mostra de vídeo
coordenada livremente por Luiz Duva que tem como proposta "cuidar
para que as imagens trafeguem, dialoguem umas com as outras, com
as outras obras e com a própria casa", escreve Duva.
Outra atração será a programação
de dança e performances que ocorrerá todos os domingos
até o término de Ópera - Aberta, Celebração,
sempre a partir das 16h30. "A Casa é habitada por artistas
que revelam seus pensamentos nos chãos de madeira, convidativos
para a dança, vitrais e jardins co-interagindo esculturas
humanas."
Opéra - Aberta, Celebração. De terça
a domingo, das 13 às 20 horas. Casa das Rosas. Avenida Paulista,
37, em São Paulo, tel. (11) 251-5271. Até 30/11.
Fonte: Jornal Estadão
24/10/2002
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