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Mecenas salva tela inglesa de R$ 66 mi
Londres - Um doador anônimo colocou à disposição
do museu Tate, de Londres, 12,5 milhões de libras (cerca
de R$ 66,7 milhões) para a compra do quadro Retrato de Omai,
do pintor Joshua Reynolds, visando manter a pintura no país.
O quadro foi oferecido à Tate em 2001, mas a oferta do museu
foi rejeitada na época. A obra foi vendida pouco depois por
10,3 milhões de libras (aproximadamente R$ 54,7 milhões).
Retrato de Omai é atualmente o quadro mais caro da Grã-Bretanha.
Antes dele, apenas a pintura The Lock, de Constable, foi vendida
por uma cifra mais elevada: 10,7 milhões de libras em 1990
(cerca de R$ 56,8 milhões).
O governo britânico determinou que Retrato de Omai não
poderia deixar o país até dezembro desse ano por causa
de de sua importância histórica.
A pintura foi exibida pela primeira vez em 1776 na Royal Academy
of Arts. Joshua Reynolds foi o primeiro presidente da Royal Academy.
Na pintura, Reynolds retratou um menino polinésio, que foi
trazido para a Grã-Bretanha em 1774. O Retrato de Omai foi
feito na época das grandes viagens de descobrimento e da
exploração da Austrália.
O jovem Omai foi descoberto por exploradores em uma ilha perto
do Taiti e trazido para a Grã-Bretanha, onde sua aparência
exótica, para os britânicos, levou o menino a ser festejado
como um nobre selvagem pela sociedade londrina. Seu retrato foi
pintado por Reynolds por ser um dos pintores mais célebres
da época.
Depois da morte do pintor, que mantinha o quadro em sua galeria
particular em Londres, o quadro foi comprado por seu amigo Frederick,
o 5.º Conde de Carlisle. A pintura ficou no castelo Howard,
perto da cidade de York, de 1776 até 2001.
O diretor do museu Tate, Nicholas Serota, disse que a doação
foi uma das "grandes boas ações da história
da filantropia".
As
informações são do site da BBC em português.
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Estadão.com.br
04/04/2003
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