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5.ª Bienal de Arquitetura abre no domingo
Maria Hirszman
Começa no domingo a 5.ª edição
do evento, que reúne mais de 500 arquitetos do Brasil e do
exterior no Parque Ibirapuera, em São Paulo, sob o tema "Metrópoles".

São Paulo - Como sempre costuma ocorrer em mostras do gênero,
a apresentação à imprensa da 5.ª Bienal
de Arquitetura e Design, realizada hoje, no Pavilhão do Ibirapuera,
em São Paulo, transcorreu em meio aos trabalhos acelerados
da equipe de montagem para concluir os trabalhos até as 18
horas de domingo, quando começam a chegar autoridades e público
para a cerimônia oficial de inauguração, com
direito a presenças ilustres, como a do ministro Gilberto
Gil, do governador Geraldo Alckmin e da prefeita Marta Suplicy.
O público terá de esperar a abertura normal, na segunda-feira
a partir das 9h30, para apreciar de perto as novidades. Apesar da
ausência de trabalhos importantes, foi possível vislumbrar
na visita guiada o esforço dos curadores (da Bienal e convidados)
em tornar a arquitetura algo mais acessível ao público.
Há trabalhos extremamente lúdicos, como uma enorme
maquete de Tóquio confeccionada com fotos feitas por satélite,
correspondentes a cada um dos prédios, ou os cubos mágicos
criados pelos chineses para introduzir a arquitetura de Pequim aos
brasileiros. Ambos estão no segmento dedicado às metrópoles,
considerado o núcleo do evento.
Os arquitetos de renome internacional, como Zaha Hadid e Peter
Cook, também inovaram na forma da apresentação,
criando arquiteturas especiais em seus espaços. O trabalho
de design da exposição idealizado por Pedro Mendes
da Rocha contribui para essa leveza, especialmente no que se refere
à mostra geral dos arquitetos, que traz mais de 300 concorrentes
(o resultado do concurso será divulgado na próxima
semana), mas perdeu o tom sisudo dos outros anos.
A mostra combina grandes nomes da arquitetura mundial com um seleto
time de profissionais brasileiros, entre os quais se destaca obviamente
Oscar Niemeyer, autor do Pavilhão que abriga a Bienal e que
terá direito a uma sala especial
A dupla de curadores da mostra, Pedro Cury e Ricardo Ohtake, escolheu
por tema do evento dez cidades-chave no mundo, numa tentativa de
mostrar soluções e problemas enfrentados por metrópoles
aparentemente tão díspares quanto Pequim, Johannesburgo,
Tóquio, Berlim, Londres, Nova York e São Paulo.
Além do segmento temático da metrópole, o
evento traz ainda outros oito núcleos: as representações
nacionais, indicadas pelos países participantes; as mostras
especiais (entre elas a homenagem a Niemeyer); as mostras de design;
as mostras de tecnologia; a Exposição Geral dos Arquitetos;
o Concurso Internacional de Escolas de Arquitetura; as mostras institucionais,
além do já mencionado fórum de debates.
Chamariz - É um conjunto bastante vasto de atrações,
que seguramente tem como principal chamariz as grandes estrelas
internacionais, como Norman Foster, Peter Cook e a arquiteta Zaha
Hadid. Mulher, iraquiana - radicada em Londres há três
décadas - e autora de uma obra potente e reconhecida por
uma série de prêmios, Zaha tem tudo para tornar-se
um dos focos de interesse do público.
Dentre os brasileiros, foram selecionados os seguintes nomes: Assis
Reis; Botti e Rubin; Carlos Fernando Pontual; Carlos Maximiliano
Fayet; João Diniz; Joaquim Guedes; Jorge Wilheim; Manoel
Coelho; Marcelo Carvalho Ferraz/Francisco de Paiva Fanucci; Marcos
Acayaba; Miguel Juliano; Ruy Ohtake; Sérgio Parada e Sidonio
Porto.
SERVIÇO - 5.ª Bienal Internacional de Arquitetura
e Design. Abertura ao público na segunda-feira,
às 9h30. Pavilhão Manoel da Nóbrega (Parque
do Ibirapuera, s/n, portão 3). Horários: de segunda
a quinta, das 9h30 às 23 horas; sextas, sábados, domingos
e feriados, das 9h30 à meia-noite. Horário da bilheteria:
de segunda a quinta, das 9 horas às 21 horas; sextas, sábados
e domingos: das 9 horas às 22 horas. Preços - Inteira:
R$ 10,00; Meia: R$ 5,00 (estudantes); Ingresso gratuito será
concedido a visitantes com mais de 65 anos e menores de 6 anos.
Os visitantes podem requerer, no momento da entrada, o acompanhamento
de um monitor. Os ingressos serão vendidos nas bilheterias
localizadas dentro do prédio da Bienal. Monitoria - O serviço
de monitoria pode ser solicitado por escolas, universidades e associações.
O pedido pode ser encaminhado por carta, e-mail ou fax. Deve ser
feito em papel timbrado, com endereço e telefone da instituição.
Os grupos terão, no máximo, 15 pessoas. Por e-mail,
o pedido vai para (bienalsp@uol.com.br e diretoriabienal@uol.com.br);
por fax: 5549-0230. Escolas públicas terão entrada
gratuita. Cadeiras de roda à disposição de
deficientes. Máquinas e filmadoras só com autorização
do setor de imprensa, no piso térreo. Mais informações:
www.bienalsaopaulo.org.br
Jornal Estadão
23/09/2003
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