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Bienal de São Paulo confirma 56
artistas
Daniel Jelin
São Paulo - Curador geral da 25ª
edição da Bienal Internacional de Arte de São
Paulo, o alemão Alfons Hug começa, amanhã, uma
viagem de duas semanas pela Ásia e Oceania. Vai
reforçar contatos com curadores locais para trazer
à Bienal uma produção contemporânea que bem represente
Tóquio, Sydney e Pequim, três das onze metrópoles
escolhidas para inspirar a Bienal que terá por
tema o papel das grandes cidades na criação artística
atual. No final de setembro, vai a Johannesburgo,
na África do Sul, e Istambul, na Índia, com os
mesmos objetivos. Completam a seleção as metrópoles
Londres, Berlim, Nova York, São Paulo, Moscou
e Caracas.
A lista de artistas convidados ainda
não está fechada, mas Hug já confirma 26 nomes
(veja lista abaixo), entre eles: Vanessa Beecroft
e Sarah Morris, por Nova York; Alexander Apostol
e Luis Molina Pantin, por Caracas; Mariko Mori
e Naoya Hatakeyama, por Tóquio, Michael Landy
e Keith Tyson, por Londres. Do Brasil, ainda nenhum
nome. De acordo com Hug, o curador no núcleo brasileiro,
Agnaldo Farias, deve anunciar os artistas nacionais
ainda em agosto.
Cidade prometida - Foram eleitas
apenas 11 cidades, entre muitas, para representar
toda a produção mundial. A escolha foi feita conforme
a qualidade, o volume e a visibilidade de sua
criação artística contemporânea e não em termos
de sua força econômica ou demográfica, ou mesmo
glamour. Hug exemplifica lembrando que Caracas
tem cinco vezes mais museus de arte moderna que
Buenos Aires, que assim como Paris, Roma e Cidade
do México, ficaram de fora da seleção.
O curador também está definindo
o time de dez artistas que deverá criar propostas
estéticas para uma nova metrópole, a 12ª da mostra.
Vão inventar uma cidade utópica, uma cidade prometida,
explica Hug, propondo novos modelos tanto do ponto
de vista arquitetônico como de relações humanas.
Web Art - A exposição dedicada
às metrópoles não será a única da Bienal. Hug
também está selecionando 65 artistas para o segmento
Representação Nacional, cada um como estandarte
de um país. Trinta nomes (veja lista) já estão
definidos, entre eles Kara Walker (EUA), Dino
Bruzzone (Argentina), Willie Doherty (Inglaterra),
João Tabarra (Portugal) e Los Carpintero (Cuba).
Haverá ainda um segmento chamado Salas Especiais,
com artistas consagrados, e uma mostra de Web
Art, que está sendo pensada em parceria com o
museu de multimídia alemão ZKM, de Karlsruhe.
A 25ª Bienal de São Paulo será aberta ao público
em março de 2002.
Fonte: Jornal Estadão
15/08/2001
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