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Três bienais marcam o ano nas artes

São Paulo - A mostra em cartaz na Pinacoteca com a coleção de todas as obras realizadas no Brasil entre 1637 e 1644 por Albert Eckhout abriu o ano na área das artes visuais em grande estilo: 2003 será o ano de três Bienais - a quarta edição da Bienal do Mercosul, em outubro, a quinta da Bienal Internacional de Arquitetura e Design de São Paulo, em setembro, e a mais importante das Bienais de arte: a de Veneza, que em sua 50ª edição, em junho, terá como representantes do Brasil as artistas Beatriz Milhazes e Rosângela Rennó.

Outro grande destaque será a volta da arte chinesa na megaexposição "Cavaleiros de Xi´han", formada por esculturas de aproximadamente 1,92 m de altura feitas em terracota no século 2 a.C. A mostra de cunho arqueológico estava marcada para ocorrer em outubro do ano passado, mas agora está prevista para ser inaugurada dia 15 de fevereiro na Oca, no Parque do Ibirapuera.

O ano também será marcado por retrospectivas. A primeira sobre a obra de Hélio Oiticica, será inaugurada em abril na Pinacoteca. Depois, serão lembrados os centenários de Lívio Abramo e de Cândido Portinari no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), respectivamente em 8 de maio e 3 de julho. Em junho será a vez de traçar o percurso de Iberê Camargo, novamente na Pinacoteca, que também mostrará a trajetória de Carlos Fajardo em outubro.

Outro artista que será fortemente lembrado é Arthur Bispo do Rosário, já que o Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo vai dedicar todo o mês de agosto à obra do artista no evento multidisciplinar "Ordenação e Vertigem". A Pinacoteca vai fechar o ano com uma homenagem a Barceló.

Já a Bienal do Mercosul, com curadoria-geral de Nelson Aguilar, vai reunir trabalhos de artistas da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai e terá o México como país convidado - com destaque para a mostra de obras do mestre do muralismo mexicano José Clemente Orozco. O evento, que além das representações nacionais vai também mostrar arte pré-colombiana e a Mostra Transversal sobre o percurso de Simón Bolívar (com curadoria adjunta de Alfons Hug), vai ocupar quatro locais de Porto Alegre: Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs), armazéns do cais do porto, Memorial do Rio Grande do Sul e Usina do Gasômetro. Outro evento marcado é a tradicional edição do Panorama da Arte Brasileira, no MAM, em setembro.


Jornal Estadão
17/01/2003