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Lançado projeto da 25ª Bienal de São Paulo
João Luiz Sampaio
Foi lançada oficialmente na sexta-feira, em cerimônia no prédio
da Bienal, no Ibirapuera, a 25.ª Bienal Internacional de Arte de
São Paulo. O evento - que contou com a presença do vice-presidente
da República Marco Maciel, do ministro da Cultura Francisco Weffort,
dos secretários do Estado e do município da cultura (Marcos Mendonça
e Marco Aurélio Garcia) e do presidente da Fundação Bienal Carlos
Bratke - marcou também a divulgação dos artistas brasileiros escolhidos
pelo curador Agnaldo Farias para participar da bienal, que deve
ocorrer do dia 23 de março a 2 de junho de 2002.
A representação nacional será composta por Chelpa Ferro, Daniel
Acosta, Brígida Baltar, Ricardo Basbaum, José Bechara, Fábio Cardoso,
Marcos Chaves, José Damasceno, Oriana Duarte, Eduardo Frota, Cao
Guimarães, Ana Miguel, Alexandre Pilis, Eliane Prolik, José Rufino,
Sérgio Sister, Marcelo Solá, Gil Vicente, Karina Weidle e Paulo
Whitaker.
Participam da exposição internacional Doze Metrópoles: Raquel
Garbelotti, Lina Kim, Arthur Lescher, Rubens Mano, Vânia Mignone,
Maurício Dias e Walter Riedweg. Obras de Carlos Fajardo, Karin Laimbrecht
e Nelson Leirner estarão expostas nas salas especiais.
Segundo Farias, o critério de escolha dos brasileiros, além da
qualidade do trabalho, foi a busca por mostrar que a arte brasileira
não começa e termina no eixo Rio-São Paulo. "Essa é uma preocupação
que sempre esteve presente em minha carreira. Temos bons artistas
espalhados pelo País, a boa arte não tem fronteiras. Não há equivalência
entre concentração de renda e qualidade artística", diz.
A principal dificuldade do processo de seleção diz respeito à quantidade
de artistas. "Como curador, tenho a obrigação de ir atrás desses
bons artistas, mas é inevitável que muita gente boa fique de fora."
Farias ressalta, assim como Bratke, a importância da bienal na
formação de um novo público para as artes plásticas, tendo em vista
a grande quantidade de pessoas que visitam a exposição a cada edição.
"No entanto, é importante ressaltar que não podemos tratar as pessoas
como idiotas, precisamos preservar a inteligência do trabalho artístico.
Os artistas escolhidos são difíceis, mas não posso rebaixar a qualidade
mas, sim, criar uma situação em que as pessoas que forem à exposição
possam sair o mais ´alimentadas´ possível."
Investimentos - O ministro da Cultura Francisco Weffort
e o vice-presidente da República Marco Maciel também ressaltaram
a importância da bienal no que diz respeito à formação do público
e à inserção do Brasil no cenário internacional por meio da arte.
Os dois ressaltaram, também, a importância de parcerias com a iniciativa
privada para possibilitar a realização do projeto, orçado em R$
18 milhões. "Não pode ser apenas o Estado o patrocinador de um evento
como este. De fato, todos os segmentos da sociedade devem encabeçar
o projeto, aliando-se aos governos federal, estadual e municipal",
diz Maciel.
Weffort anunciou que R$ 3 milhões do orçamento do ministério serão
destinados à bienal, metade agora e metade até fevereiro. O secretário
municipal de Cultura, Marco Aurélio Garcia, disse que, apesar das
dificuldades orçamentárias pelas quais passa a secretaria, R$ 1,2
mihões serão dados à bienal.
Fonte: Jornal Estadão
28/08/2001
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