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Galeria carioca celebra 25 anos com mostra histórica
Maria Hirszman
São Paulo - No Brasil é raro que instituições
culturais sobrevivam por mais do que alguns poucos anos de euforia,
o que torna ainda mais importante a celebração, com
a inauguração de uma mostra de recorte histórico
e contemporâneo, dos 25 anos de existência da Galeria
Cândido Mendes de Ipanema, no Rio.

Apesar da associação quase direta entre o termo galeria
e o mercado de arte, a Cândido Mendes tem uma atuação
estritamente cultural - nasceu, aliás, como um projeto multicultural,
que unifica artes plásticas, cinema, teatro, música
e literatura num mesmo espaço, inicialmente no antigo cinema
Pax da Praça N. Sra. da Paz. Lá já expuseram
centenas (mais precisamente 361) de artistas e foram realizadas
exposições antológicas desse período,
como a mostra performática O Sermão da Montanha: Fiat
Lux, de Cildo Meireles, ou a exposição O Pão
Nosso de Cada Dia, de Anna Bella Geiger.
Infelizmente, os dois artistas estão ausentes da lista de
trabalhos selecionada pelo curador Paulo Sergio Duarte para a mostra
de aniversário. Ao todo foram escolhidos 25 artistas - um
para cada ano de funcionamento -, que lidam com uma ampla gama de
linguagens e suportes. São eles Alair Gomes; Alex Flemming;
Aloysio Novis; Amador Perez; Ana Maria Maiolino; Arlindo Daibert;
Carlos Bevilacqua; Claudio Kuperman, John Nicholson e Luiz Aquila;
Eduardo Frota; Gastão Manoel Henrique; Gonçalo Ivo;
Hugo Denizart; Ivan Lima; José Resende; Katie Van Scherpenberg;
Lauro Müller; Lena Bergstein; Manfredo de Souzanetto; Manoel
Fernandes; Maria do Carmo Secco; Paulo Paes; Rubem Ludolf; Tunga;
Valéria Costa Pinto e Walter Firmo.
Jornal Estadão
09/09/2003
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