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"O Grito" é roubado de museu
norueguês
AE - AP
As pinturas O Grito e Madonna, de Edvard Munch,
foram roubadas hoje por homens armados na frente
de visitantes
AP e Divulgação/ No alto, O Grito
e Madonna. Acima, os dois ladrões fugindo
com as obras
Oslo - As famosas pinturas de Edvard Munch O
Grito e Madonna foram roubadas hoje, por homens
armados, de um museu norueguês, enquanto
visitantes perplexos assistiam à ação
dos criminosos, informou a polícia. "Dois
ou três homens armados ameaçaram
um funcionário para que lhes entregasse
O Grito e Madonna", disse à agência
Associated Press a policial Hilde Walsoe. "Ninguém
ficou ferido e os suspeitos fugiram em um Audi
A6. Estamos à caça dos suspeitos
usando todos os meios à nossa disposição",
afirmou. "Já encontramos o veículo
da fuga e várias pistas deixadas por eles".
O roubo comoveu a Noruega, uma vez que O Grito,
considerado uma obra-prima do expressionismo,
é um dos mais conhecidos do mundo. Trata-se
de uma das obras mais representativas do pintor
e retrata sua obsessão por retratar a angústia
e o desespero. Munch morreu em 1944, aos 81 anos.
Vários visitantes do Museu Munch, onde
ocorreu o assalto, pensaram que estavam sendo
atacados por terroristas. Um dos suspeitos "usava
uma máscara preta e algo que parecia com
um arma de fogo", disse a visitante Marketa
Cajova à agência de notícias
norueguesa NTB. De acordo com a testemunha, o
homem "obrigou um guarda de segurança
a se deitar no chão".
Há quatro versões de O Grito. O
Museu Munch possui duas delas; um colecionador
privado, uma terceira; e a quarta está
na Galeria Nacional de Oslo. Esta última
foi roubada em fevereiro de 1994, mas a polícia
conseguiu recuperá-la três meses
depois. "Todas elas foram pintadas por Munch
e todas são muito valiosas", disse
à AP Jorunn Christoffersen, porta-voz do
museu. Madonna é um quadro a óleo,
de 90,5 centímetros por 70,5 centímetros,
que Munch pintou durante os anos de 1893-1894.
A obra mostra uma Madonna erótica com uma
auréola vermelha.
Munch, um pintor e artista gráfico norueguês,
que também trabalhou na Alemanha, desenvolveu
um estilo muito emotivo que foi de grande importância
no desenvolvimento do Expressionismo no século
20.
Jornal Estadão
26/08/2004
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