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Corpo do cartunista Borjalo é cremado
no Rio
Carolina Iskandarian
Considerado um dos melhores cartunistas do País, Borjalo
morreu ontem, aos 79 anos, após lutar contra
um câncer na boca durante seis meses
Rio de Janeiro - O corpo do cartunista Mauro Borja
Lopes, o Borjalo, de 79 anos, que morreu ontem
após lutar contra um câncer na boca
durante seis meses, foi cremado hoje no cemitério
do Caju, na zona norte. Sobre o caixão
foi colocada uma flâmula do Botafogo, time
pelo qual o mineiro de Pitangui torcia. O cartunista,
considerado um dos melhores do País, criou
a zebrinha que anunciava os resultados da Loteria
Esportiva da TV Globo.
O corpo do homem que se autodefinia um "poeta
do cartum" foi velado no Memorial do Carmo
(Caju) desde as 15 horas de ontem. Amigos como
os atores Tony Ramos e Milton Gonçalves
foram prestar a última homenagem. Durante
a cerimônia de cremação, estavam
apenas familiares e amigos mais próximos.
"Ele era um homem muito especial, amigo de
todo mundo. Guardei todos os desenhos dele",
disse Cristina Sauer Ferreira, casada com o cartunista
por 16 anos.
Borjalo ficou internado por seis meses no Hospital
Samaritano, em Botafogo, zona sul do Rio. Durante
esse período, voltou para casa apenas uma
vez, por dez dias. Além de cartunista,
trabalhou por vinte anos como diretor da TV Globo,
a partir de 1966. Foi ele quem escalou a atriz
Lucélia Santos como a protagonista da novela
da emissora Escrava Isaura. Borjado deixa dois
filhos e dois netos.
Jornal Estadão
22/11/2004
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