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5 DE AGOSTO, 19h: ABERTURA DE FLÁVIO DAMM, PRETO NO BRANCO




12 DE AGOSTO, 19h: ABERTURA DE VERSO PASSADO REVERSO FUTURO TEMPO PRESENTE, DE ANTÔNIO CARLOS MACIEL

O MARGS, em conjunto com o Governo do Estado e a Secretaria de Estado da Cultura, apresenta, nesta terça-feira, 12 de agosto, às 19h, a exposição Verso Passado Reverso Futuro Tempo Presente, de Antônio Carlos Maciel, nas Salas Negras. São 22 gravuras em metal produzidas pelo artista gaúcho durante período de estudos na Europa, entre 1969 e 1973. A mostra fica em cartaz até 7 de setembro, das 10h às 19h, com entrada franca.

A exposição é composta por gravuras da coleção particular do artista e apresenta uma obra inédita. Os trabalhos foram realizados nos cinco anos em que Maciel se dedicou à técnica – atualmente ele trabalha com pintura e escultura – que coincidem com o período que passou na Europa, fazendo cursos e estágios de aperfeiçoamento em gravura em quatro grandes escolas: a Superior de Belas Artes de San Fernando e a de Artes e Ofícios de Madri, Espanha; a École Pratique dês Hautes Études da Universidade Livre de Vincennes, em Paris, França, e o Centro Genebrino de Gravura Contemporânea em Genebra, na Suíça. As impressões realizadas nesse período estão espalhadas por museus e coleções particulares do Brasil, Europa e Estados Unidos.

A pesquisa desenvolvida sobre as técnicas de água forte e água tinta de grão rendeu a Maciel o prêmio extraordinário da Escola de San Fernando em 1970, com bolsa Ad Honorem; o terceiro prêmio no Salão Nacional do Museu de Arte Contemporânea, em Madri (com aquisição da obra premiada) e o terceiro prêmio e medalha de bronze, na Bienal Internacional de Ibiza, na Espanha.

A temática das obras corresponde a uma proposta de simbiose entre homem e máquina, masculino e feminino, apresentando influências da efervescência político-cultural dos anos 60 e 70, traduzidas na ascensão da contracultura e do movimento hippie – que, na época, lutavam contra o racionalismo, autoritarismo e consumismo presentes na civilização ocidental. As criações remetem a seres andróginos e metafóricos, que possuem morfologia própria. Os personagens são fruto de uma imaginação realista, porém fantástica. “As obras têm uma unidade e continuidade. Não sou um artista de criação compulsiva, a minha produção sempre foi pequena. Eu sou um metafísico”, comenta Maciel