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São Paulo ganha esse ano museu Afro-Brasil
Bárbara Souza

São Paulo - O namoro entre Estado e Prefeitura durou mais de um ano e os padrinhos - entre eles o curador Emanoel Araújo e o secretário municipal de Cultura, Celso Frateschi -, de tanto insistir, viram ontem no Diário Oficial do Município o decreto que oficializa a transformação do Pavilhão Manuel da Nóbrega, no Parque do Ibirapuera, no Museu Afro-Brasil, o primeiro dedicado à memória e à cultura negras no País.

O prédio, de 9 mil metros quadrados, inicialmente pertencia à administração municipal, mas na gestão de Luiza Erundina (PSB) foi cedido ao Estado em troca do Palácio das Indústrias. Este ano, o imóvel voltou para a Prefeitura, que negocia a abertura do museu desde novembro do ano passado. Após o decreto assinado anteontem, Araújo já pensa nos preparativos para a festa. "A expectativa é abrir entre o fim de agosto e início de setembro", diz.

Ainda não foi definida a data para o início dos retoques que o pavilhão deve receber para o museu começar a funcionar. Mas, segundo a historiadora Renata Melo Barbosa, assessora de Frateschi, as obras devem começar em breve. "São intervenções simples, voltadas para adaptações museológicas e climatização", diz. O Afro-Brasil terá exposição permanente, com 700 obras da coleção de Emanoel Araújo, doadas em forma de comodato.

Jornal Estadão
09/06/2004