Perguntas e Respostas


Em que consiste a reprodução de obras de arte com base na técnica da giclée sobre tela ou papel?

R - A giclée é um processo de impressão de imagens de obras de arte sobre a tradicional tela ou papel. Trata-se de impressão com alta resolução e fidelidade. A palavra francesa giclée, usada nos USA para designar o processo, traduzida para o português significa esguicho. Assim, fica claro que esta super impressora usada na impressão trabalha com jato de tinta e não com impressão por contato como se faz tradicionalmente no offset. Veja como o processo é realizado: depois que a imagem original – a que se quer reproduzir – é copiada em um scanner especial, capaz de copiar pinturas de quaisquer dimensões, é ajustada e corrigida no computador em relação à fidelidade das cores. Após, a imagem vai para um supercomputador que comandará a impressão sobre a tradicional tela ou papel por meio de uma super impressora industrial de jato de tinta, diferenciada das demais que conhecemos no nosso cotidiano. A reprodução é perfeita e se aproxima muito do original. Um desavisado não tem como distinguir uma giclée de uma obra original. É aí que mora o perigo... A giclée sobre tela ou papel pode, deve e tem que ser vendida bem mais em conta do que uma obra original, já que se trata de uma impressão que, quase sempre, objetiva produzir muitos exemplares. Nesse caso, o artista deve tomar algumas providências: 1. Controlar, com rigor, a quantidade de cópias. 2. Numerá-las e assiná-las. 3. Esclarecer, no reverso, claramente, que se trata de uma impressão sobre tela ou papel. Se isso não for feito, quando o trabalho cair em mãos pouco escrupulosas, incautos poderão ser enganados. Há que se ter os olhos bem abertos...



Tenho um quadro de certo valor. Tinha um certificado dele que se extraviou: como fazer para credenciá-lo para venda? Bastaria uma avaliação de um perito? O melhor seria colocá-lo em leilão ou tentar uma venda direta?

R - No que tange à venda de obras de arte, sempre aconselho aos meus consulentes, objetivando uma absoluta transparência, que procurem as casas leiloeiras especializadas em obras de arte, o que não invalida a possibilidade da venda direta, quando as partes são iniciadas em mercado de arte e sabem o que estão fazendo. Respondendo a sua outra pergunta, não vejo necessidade de exibição de expertise com o objetivo de credenciá-la para uma venda pública ou particular. Cabe ao vendedor a responsabilidade civil e criminal pela procedência e autenticidade do que está vendendo; contudo, normalmente, as pessoas que compram diligenciam a respeito. No entanto, se o vendedor tiver um registro da obra passando por uma galeria renomada no mercado, uma reprodução fotográfica em um catálogo importante ou no livro sobre a obra do artista, ou, ainda, um certificado de autenticidade expedido pelo artista ou por pessoa habilitada a fazê-lo, muito melhor.

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