Crônicas do Cotidiano
Saudades do futuro
Acabei de escrever uma série de crônicas, "No varandão da saudade – Nós éramos felizes e não sabíamos", que semanalmente irão para o ar e poderão ser lidas num dos meus websites – www.pitoresco.com/consultoria.
Para aqueles que não me conhecem, os artigos da tal série podem conduzir ao raciocínio de que eu seja um retrógrado, um ser jurássico que vive de malas e cuias no passado. Não é nada disso...
Quando você refletir sobre a sobredita série, vai concluir que ela, além de momentosa, está voltada, tão-só e diretamente, para o futuro.
Ser ponto-com
Lendo outros artigos no citado website, em "Crônicas do Cotidiano", você concluirá, definitivamente, que sou ponto-com...
Mas o que é ser ponto-com?
Para mim, ponto-com é ter saudades do futuro... Temos que viver no presente com os olhos sempre voltados para o futuro. A criatividade tem que estar presente em tudo, até quando o assunto é o passado.
Crie o seu emprego
Se não vejamos: emprego é coisa do passado. Seja qual for a idade do pretendente, quem quiser trabalhar hoje tem que criar a sua atividade, o seu negócio, tem que ser o seu próprio gerente, o seu patrão. Se assim não for, vai vegetar e é melhor morar num vaso (de flores, de preferência...).
Há que se ter um objetivo e, fundamentalmente, dar foco a ele. Seja qual for o seu trabalho, seja até um emprego, dê foco e veja os resultados. Trace metas, crie, aja com determinação, sem se esquecer da concessão à flexibilidade, ao se deparar com o novo.
Filosofia empresarial
Aquela filosofia empresarial das décadas passadas de copiar tudo e de todos, aprimorando os resultados ao máximo, já era...
Atualmente, qualquer processo empresarial exige 50% de criação e o restante de trabalho, sem se preocupar com aquilo que os outros possam estar fazendo ou pensando sobre os nossos projetos. Aquela mentalidade arcaica e pouco criativa de aviar a receita do sucesso alheio é coisa da década de 70 do século passado.
Lembram quando foi lançada a loteria esportiva no Brasil? Todos queriam abrir uma loja de apostas da loteca... Entrávamos no açougue e, além de comprar meio-quilo de contra-filé, fazíamos a nossa fezinha na loteca. O mesmo ocorria nos botecos, nas farmácias, nas quitandas, papelarias, nos mercadinhos e "et coetera" e tal.
Resultado: todas foram fechando, primeiro o setor de apostas e depois o negócio principal. Agora, temos que fazer força para lembrarmos onde há uma loja de apostas.
Mudando os detalhes, o mesmo ocorreu com os motéis...
Qual é?
Hoje, definitivamente, tem que se prever para prover, mas partindo-se do presente para o futuro. Antes, dava para construir em cima do passado, hoje o passado não se repete. Do passado, só se trazem boas lembranças, algumas marcas e pouquíssimas coisas com aplicabilidade no presente, entre elas os exemplos do berço e a formação educacional.
Contudo, não se pode esquecer de certos conceitos que chamo de fundamentais, pela ordem: respeito ao indivíduo; respeito ao interesse da coletividade; o culto ao bom ambiente de trabalho; a preocupação com a informação e a atualização profissional, transformado-as em conhecimento; e a busca eterna da melhoria contínua.
Mas não se esqueça, entre consultar o passado ou a sua "bola de cristal", fique com o que esta lhe disser, pois o passado nunca mais vai se repetir. É um testemunho definitivo.
Dispare para o futuro, crie as suas oportunidades.
Decerto, este é o choque do novo Século.
João Carlos Lopes dos Santos
Autor do Manual do Mercado de Arte Júlio Louzada Publicações
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Tel.: (55 - 21) 3325-1500, 3325-8641 e 9984-6846
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