Acompanhando o Mercado
O que é consultoria de mercado de arte?
Todos devem ter o direito de escolher suas obras de arte
segundo o próprio gosto e sensibilidade. No entanto,
as informações sobre o mercado de arte são
fundamentais para minimizar riscos, principalmente aqueles
causados pela emoção que envolve o ato de comprá-las
ou vendê-las.
Estas informações dizem respeito às partes
contratantes e ao objeto da transação, no que
tange a avaliação de procedência, autenticidade,
qualidade intrínseca, estado de conservação,
demanda e preço justo no mercado.
Há os que entendem de arte e há os que entendem
de mercado de arte. Prefiro rotular esta última atividade
de consultoria de mercado, em vez de consultoria de arte,
mais usual.
A consultoria é resultado de uma vivência diuturna
em todos os setores do mercado de arte.
Quem precisa de consultoria
Nos últimos anos, atendi clientes com diversos tipos
de problemas, como avaliação, compra ou venda;
são pintores com dúvidas sobre mercado; são
organizadores de leilões de arte; são leiloeiros,
antiquários, moldureiros, decoradores, restauradores,
galeristas e marchands, estes, principalmente, do interior
do país.
Entre os interessados, há também profissionais
desvinculados do meio artístico, como jornalistas,
contadores, cenógrafos, advogados, avaliadores judiciais
e de seguradoras, todos em busca de aconselhamento em mercado
de arte.
Atendi, também, magistrados, atuando neste caso como
perito judicial, assim como estive junto ao público,
de uma forma geral, em palestras sobre mercado de arte.
Com certeza, o perfil das pessoas que decidem está
mudando. Elas hoje procuram aconselhamento técnico
em todas as áreas, porque decisões individuais,
no escuro, são coisa do passado.
Enganam-se os que pensam que o trabalho de um consultor se
resume a aconselhar ou desaconselhar este ou aquele artista,
quando o assunto é investimento em arte. O processo
é bem mais abrangente e se estende a outros serviços.
Numa parede convivem todos os tipos de pintura, porque cada
membro da família tem sua preferência. Não
se pode escolher artista ou quadro para o cliente: é
ele próprio quem determina o que gosta e quer, e quanto
pretende investir.
Na orientação, deve-se discorrer sobre o currículo
do artista, observar o estado de conservação
da pintura, verificar a procedência do quadro, avaliar
qualidade da pintura, checar o preço de mercado, conferir
se este lhe dá respaldo e qual o grau de liquidez.
A segurança que se transfere ao cliente com essas informações,
aproxima-o do mercado, estabelece comunicação
entre os dois pólos, e cria uma possibilidade real
de sua permanência, fortalecendo o mercado de arte como
um todo.
João Carlos Lopes dos Santos
Autor do Manual do Mercado de Arte Júlio Louzada Publicações - SP
Tel.: (55 - 21) 3325-1500, 3325-8641 e 9984-6846
www.pitoresco.com/consultoria e www.consultarte.com
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